quarta-feira, 29 de abril de 2009

Gripe Suína


Gripe suína: entenda como a epidemia começou
27 de abril de 2009

Depois de amedrontar os mexicanos e americanos, a gripe suína ameaça se alastrar pelo mundo, num devastador efeito dominó, e já deixa em alerta autoridades sanitárias de vários outros países. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que existe risco de uma nova pandemia mundial. Entenda o que é a doença e como ela surgiu.

1. O que é a gripe suína?
Uma doença respiratória que começa em criadores de porcos, um vírus gripal do tipo A que pode se propagar rapidamente. A transmissão começa, em geral, por meio de pessoas que estejam em contato com esses animais. A epidemia teve início no México, o país mais atingido.

2. Quais os sintomas?
Os sintomas da gripe suína são similares ao da gripe comum, porém mais agudos. Segundo o Ministério da Saúde, é comum o paciente apresentar febre acima de 39 graus, acompanhada de problemas como tosse e dores de cabeça, nos músculos e nas articulações.

3. Qual é o agente causador da doença?
O vírus influenza. Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suínos, humanos e aviários. Os porcos tornam-se, então, como que tubos de ensaio, que combinam e favorecem o aparecimento de novos tipos de vírus. Esses vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo tipo de gripe, tão agressivo como o da gripe aviária e tão transmissível como o da gripe humana. Ainda desconhecido do sistema imunológico humano, esse vírus poderia desencadear uma pandemia de gripe.

4. Quais são as formas de contágio?
A gripe de origem suína não é contraída pela ingestão de carne de porco, mas por via aérea, de pessoa para pessoa, como recordou neste sábado em Paris o Ministério da Agricultura. Isso porque, de acordo com os Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), a temperatura de cozimento (71º Celsius) destrói os vírus e as bactérias presentes na carne de gado suíno. Preocupados com a transmissão pelo ar, alguns mexicanos estão usando máscaras cirúrgicas e evitando o contato muito próximo com outras pessoas.

5. A doença gripe suína tem cura?
Drogas antivirais podem ser usadas no tratamento e na prevenção do mal. Sua atuação consiste em impedir que o vírus da gripe suína se reproduza dentro do corpo humano. A eficácia do tratamento será maior se ele for iniciado até dois dias após os primeiros sintomas.

6. Existe vacina contra o mal?
Só para porcos. Não para o ser humano. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para um tipo anterior do vírus, contra o qual não é tão eficaz. Mas "a produção de vacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado". O Tamiflu, o medicamento que contéme oseltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, diz a OMS. A vacina contra a gripe estacionária humana não protege contra a gripe suína.

7. O que a OMS diz a respeito?
A OMS está em estado de alerta, "porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados", segundo a entidade afirma em comunicado oficial. A OMS elevou o atual nível de alerta de pandemia de 3 para 4 (o que ainda não caracteriza a existência de pandemia). A escala vai de 1 (baixo risco de casos humanos) a 6 (transmissão sustentável e eficiente entre humanos).

8. A internet oferece fontes seguras de informação sobre o assunto?
Sim. Os sites da OMS (em inglês, com opções de espanhol e francês), da Organização Panamericana de Saúde (Opas, em inglês e espanhol) e dos Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês, idioma do site).


Fonte


Entenda como a gripe suína se espalha entre humanos

Segundo especialistas, vírus não passa facilmente de humano a humano.
Contato com porcos aumenta risco, mas consumo de carne suína é seguro.

Do G1, com informações da Reuters


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) divulgou algumas informações sobre o vírus H1N1, a chamada gripe suína , que está causando preocupação mundial após casos confirmados em México, EUA, Canadá e Espanha.



A análise do vírus sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. Essa versão, especificamente, não havia sido descoberta antes pelos cientistas. Mas, felizmente, a conclusão inicial é a de que o vírus se espalha mais facilmente entre os porcos, e o contágio de humano para humano não é tão comum e simples quanto o da gripe comum.



A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da gripe suína, assim como outros vírus e bactérias.



Os sintomas da gripe suína em humanos são similares àqueles da gripe convencional -- febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo. Esse novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.

Vacinas estão disponíveis aos porcos para a prevenção da gripe suína. Não há vacina para humanos, embora o CDC esteja formulando uma. A vacina contra a gripe convencional pode ajudar a prover proteção parcial contra o vírus suíno H3N2, mas não contra o H1N1, como o que está circulando agora.

Reservatório e misturador

Os porcos têm uma constituição que os permite serem infectados por gripes humanas ou aviárias. Quando um vírus da gripe de diferentes espécies infecta porcos, eles podem se misturar dentro do animal e novos vírus mutantes podem ser criados -- como a cepa do H1N1 vista agora.

Esse vírus pode ser retransmitido dos porcos de volta para os humanos, que até podem se contaminar entre si, mas num processo bem mais difícil do que em uma gripe convencional.


Fonte

sábado, 25 de abril de 2009

Passagens Aéreas - Vai viajar? Fale com um parlamentar!

Entre os Muros da Escola - O Filme


(Foto: Divulgação)

Terça fui ao show do Bocelli, cheguei às imediações do Parque da Independência e percebi que a coisa não andava bem. Aproximadamente 25 mil pessoas se acotovelando para ver o cantor. Eu, que detesto uma muvuca, corri dali e rumei pra Augusta, fui pegar um cineminha, a sessão das 16:30 me interessava muito, com o guia debaixo do braço, corri para chegar na hora, cheguei às 16:31 mas já não haviam mais ingressos para tal sessão. Pensei comigo, que filme mais disputado, deve ser bom. Eu costumo ir ao cinema sem ler sinopse, adoro. Você vai cru, sem julgamentos de terceiros e digere a obra sem acompanhamentos, é gostoso demais, eu recomendo. Pois bem, comprei um ingresso para a sessão das 19:00 e fui para uma LAN House gastar meu tempo, como qualquer pessoa faria (ahuahuahu). Cheguei na Lan e fui ao MSN onde fui indagado por meia dúzia de chatos o porquê de ir ao cinema sozinho. Pô, é hábito antigo e que aprecio bastante. Wathever, foram se as horas e o relógio bateu às 19:00, fui ao cine, mas antes troquei uma ideia muito da bacana com uma militante do PCO (Partido da Causa Operária) que estava vendendo o semanal deles na frente do cinema. Uma menina simpática... Comunista, simpática, gordinha, hum... Bem, voltando ao filme escolhido, o nome era "Entre os Muros da Escola" e eu sabia apenas que fora baseado em um livro homônimo.

O filme conta a história de um professor de Francês que tenta lecionar aos alunos da periferia do país. Todos com idade entre 13 e 16 anos, são o retrato dos jovens de hoje. Insolentes, mal-educados e sem esperanças para o futuro. Pelo lado francês de abordagem, percebemos o quão atual é o filme, demonstrando toda diversidade étnica daquele país, na sala de aula há até um aluno chinês. O filme é realista ao máximo, em certos momentos ele te prega peças e você começa a xingar os alunos sem ao menos tentar entender o contexto sócio-político do problema. O professor é heroico Ser professor, definitivamente é complicadíssimo.

Um dia espero poder ver, sobre o mesmo ponto de vista, o interior dos muros da nossa escola, da escola brasileira, da escola periférica brasileira. Seria um "Entre os Muros da Escola 2 - Agora no Inferno."

obs.: O realismo talvez tenha explicação concreta, o autor do Livro, François Bégaudeau, interpreta a si mesmo na película.


É um tesão ver filmes sem ler nada antes, eu nem sabia sobre o que tratava o filme.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vou Cobrar Royalties de Clóvis Rossi!


Meu Twitter Ontem

Coluna de Clóvis de hoje:
CLÓVIS ROSSI

Até tu, Gabeira?

SÃO PAULO - Sou um admirador de Fernando Gabeira desde muito antes de seu envolvimento com a política partidária. É um extraordinário repórter, escreve muitíssimo bem -e quem, como eu, vive há 45 anos de fazer reportagens e escrever (não tão bem quanto ele), só pode admirar os mestres. Na política, ele manteve alta a cota de admiração, pelo que diz, pelo que faz, pelas teses que levanta, pela combinação de sensatez e firmeza com que as defende.
Por tudo isso, imaginei que ao menos ele não se deixaria levar pela onda de abusos que toma conta do Congresso Nacional.
Os mais condescendentes dirão que o pecado de Gabeira (usar passagens da Câmara para parentes) é menor. Dirão também que ele admite o que chama de "erro".
De acordo, é melhor do que a absoluta e indigna cara-de-pau que vestem todos os demais pilhados em algum tipo de irregularidade, em geral bem mais gorda.
O triste no caso Gabeira é o que revela da, digamos, cultura da Casa. Os congressistas habituaram-se, primeiro, com privilégios de corte, que não fazem o menor sentido.
Depois, como decorrência do anterior, habituaram-se a abusar até dos privilégios.
Já escrevi aqui que o que os mortais comuns consideramos absurdo, obsceno, cínico, revoltante, os congressistas consideram normal -e, pior, espantam-se ou se revoltam com o espanto e a revolta de massa de nós outros.
Não creio que Gabeira tenha usado indevidamente passagens para parentes por má-fé. Errou porque está inserido em uma cultura podre. É preciso estar muito alerta para não cair em erro.
Agora, anuncia a renúncia à política se não conseguir derrubar alguns dos privilégios dos congressistas. Uma colossal maioria de brasileiros já renunciou à política faz tempo. Não resolve nada, mas que dá vontade, dá.

crossi@uol.com.br



Brincadeiras à parte, o próprio Painel do Leitor da Folha de hoje estava repleto de manifestações que seguem a mesma essência de nosso comentário. Realmente Gabeira, por essa eu não esperava.

domingo, 19 de abril de 2009

Dilma, Tucanos, Lulistas, etc...

Nos últimos dias, principalmente após o G20, parece que o prestígio do 4 dedos subiu na cotação dos estrangeiros. Depois de Obama chamá-lo de "Meu Chapa", o mundo lembrou-se do Lula eleito em 2002. O Lula cool. Em 2002 Lula ainda era, ou pelo menos quase, o Lula que ofereceu um verdadeiro almoço proletariado para Fidel Castro em sua casa no ABC, isso em meados dos anos 80. Claro que vieram os escândalos e tudo mais que sabemos (que aliás, o próprio Lula não sabe). Mas parece que Lula volta ao prumo do sucesso político justamente há um ano da eleição presidencial. Sorte de seu padrinho(a). Quem Lula está apadrinhando? Ela mesmo, a gatíssima Dilma Rousseff.

A oposição já tratou de se mexer, a Folha publicou uma matéria bem estranha num tom irresponsável sobre a VAR-Palmares, matéria que foi contestada pela esquerda de ontem e de hoje. A deturpação desta matéria já tá rolando pelos e-mails num tom bem tucano. As fotos de Dilma na matéria foram copiadas e criaram um textinho bem chinfrim sobre a candidata e sua "guerrilha".

Meu voto é de Dilma? Não. O problema todo é a deturpação da Dilma de outrora, uma pessoa que lutou por nossa liberdade, militante sim, guerrilheira não. Se hoje ela faz parte da panela que cuida de nossos interesses no governo (nossos?), bem, quem não faz? Lula e José Dirceu estão por lá. Por Deus, até o Gabeira está lá. Arrisquemos um candidato da extrema esquerda em 2010, é o que faço todo ano, mas nunca vejo meu escolhido vencer.

sábado, 18 de abril de 2009

A FOTO DO DIA


(Foto: AP)

E o embargo a Cuba com seus dias contados? Realmente, change has come to america.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Morre o MC Zóio di Gato - Funk - O Mal Invisível

Sábado à noite nos reserva várias surpresas, principalmente numa cidade como São Paulo.

Eu resolvi sair, fui pra uma balada aqui da Zona Sul chamada Maria Mariah. Já tinha ido outras vezes. No Maria Mariah a ordem é não ter ordem, promiscuidade ao extremo. Sexo na pista? Se estiver bem escuro, rola!

Era noite de pancadão, funkeiros e mais funkeiros, eu, claro, não conhecia nenhum. Mas um jovem Mc me chamou a atenção, um garoto com olhar avoado e corpo desnutrido, dançava de maneira curiosa, como se estivesse com o baseado mais forte na cuca, olhava as luzes da parte de cima do palco como se fossem cometas estáticos. Atendia pelo vulgo de Mc Zóio di Gato. Cantava feito uma garça esganiçada. Mas o que mais chamava a atenção, era que aquele garoto de 15/16 anos cantava o crime. Não, ele não denunciava o crime, os males da vida marginal, não. Ele cantava o crime, com alegria, com orgulho, com amor. O garoto cantava sobre quem vive sob a dura batuta do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Era um problema social sobre o palco. Aos gritos, o público cantava cada sílaba desferida por Mc Zoi di Gato como se entendessem o que estavam cantando. Não, eles não sabem o que cantam. Era um problema social na pista. Alienação total, a massa confusa e marginalizada pela própria ignorância dançava e cantava os versos de culto à temida facção criminosa. O show do Mc Zói di Gato chegou ao fim e eu pensava comigo: Essa pessoa não chegará aos 20. Não chegou.

Na madrugada do dia 09/04 o automóvel em que estava Mc Zói di Gato, uma amiga e dois amigos, se acidentou, levando a vida de um jovem... Talentoso? Não. O talento dessa criança se resumia a versos terminados por "ão" ou "ar", cantados sobre batidas tocadas em loops infinitos. Não há talento nisso. Aliás, só chamo a atenção para seu falecimento, pois acho importantíssimo não fecharmos os olhos para esse problema. A classe média não pode passar a mão na cabeça da classe funkeira, como fez a Trip em matéria em que cita Mc Zóio de Gato como destaque da cena funk. Destaque? Destaco o mal que Gato causava em seus fãs, pregando a alienação, mesmo sem saber. A ignorância besuntada de glamour é muito mais perigosa. Era o que acontecia nos shows desse moço. Eu sei, pois presenciei uma de suas apresentações mais fervorosas em sua curta história na cena funk.

[autor desconhecido]


FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO - A coleção de escândalos do Congresso Nacional na temporada verão-outono deste ano está mesmo de arrasar. Desafiando a crise mundial, nossos estilistas tropicais se mostram mais do que nunca arrojados ao lançar novas tendências de apropriação do bem comum e outras modas.
O saldão começou cedo. Servidores que recebem hora extra durante o recesso parlamentar; parlamentares que esquentam despesas inexistentes com notas das próprias empresas; diretores que procriam como coelhos pelo Senado (são 38? 181?); parlamentares "éticos" que pagam suas domésticas com verba pública; contas telefônicas de R$ 6 mil mensais, em média; um festival de livros autopromocionais impressos com o dinheiro do contribuinte na gráfica do Senado.
Funcionários fantasmas, nepotismo, compadrios -são pequenas peças a compor o figurino do patrimonialismo e o guarda-roupa da corrupção. A coleção de abusos tem a grife do PMDB, mas é confeccionada por todos os partidos. O tricô corporativo dispensa ideologia.
Fernando Collor, um velho estilista da modernidade de antigamente, tido como cafona e ultrapassado, voltou à cena fashion de Brasília. Agora divide o palco com o jaquetão de José Sarney e não chega a roubar o brilho de estrelas em ascensão no cerrado, como Gim Argelo. São todos gratos pelos serviços de alfaiataria de Renan Calheiros.
Falta à temporada de maracutaias prêt-à-porter, é verdade, o glamour de outros escândalos, como o do mensalão, que revelou ao país os segredos da alta costura do PT. Ou o dos sanguessugas, que fez sucesso no varejo do baixo clero, para não lembrar dos Anões do Orçamento, roubança de corte mais tradicional.
Nossos artistas parecem incomodados com a "perseguição" da imprensa. É preciso preservar a instituição, alertam, como se o clichê retórico pudesse legitimar ou redimir a cultura interna do descalabro.
A preocupação que eles revelam com a democracia é menos autêntica do que o sorriso da modelo diante dos flashes na passarela.



Publicado hoje na Folha de São Paulo. Gênio.

Senado, Sarney, Sarna, Sarnento...

sábado, 11 de abril de 2009

Como ganhei um ingresso para o show da Madonna



Memorável. Ainda tirei um barato do suvaco marrom de nossa amiga Amanda.

Cante no Ritmo de "Ticket to Ride" dos Beatles:

Amanda tem suvaco marrom, suvaco marrom.
Ela tem suvaco marrom, suvaco marrom.

Amanda Tem Suvaco Marrom.
Amanda tem Suvaco Marrom om om.

Amanda tem suvaco marrooooooooooooom, but she don't care.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Uma bateria para Marcos Drummer

Seguindo o BROGUI.COM resolvi aderir a campanha incentivando a doação de uma batera pro maninho que toca em uma bateria de borracha, veja abaixo:



É isso mesmo, o kra é fera mas não tem batera. Por favor, ajudem-no.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Garapa – Definhando o Brasil




Instigado por minha professora Vera Cristina (Realidade Sócio Política do Brasil) resolvi ir ao Festival “Tudo é Verdade” onde ocorriam sessões gratuitas de diversos documentários, incluindo o novo do aclamado diretor José Padilha (Ônibus 174 e Tropa de Elite). Como o próprio Padilha disse antes da exibição da película, o filme é difícil, duro e não é prazeroso de se mostrar.

O filme é cru ao extremo. Não há trilha musical. As câmeras de Padilha, filmando sempre em branco e preto, acompanham três famílias que vivem isoladas no nordeste brasileiro, mais especificamente no Ceará. A situação das três famílias é incomum aos olhos do público da capital paulista. Durante a exibição ouviam-se suspiros e expressões de espanto. Na tela, cenas chocantes de um Brasil pouco conhecido pela maioria. Crianças se alimentando de água com açúcar(a Garapa). Adultos vivendo no limite da paciência. Os problemas mostrados por Padilha atacam, de forma simples e objetiva, a ineficácia dos programas sociais criados pelo Governo Lula. O Fome Zero e o Bolsa Família se mostram inúteis quando não se há planejamento familiar, educação ou capacitação profissional para o cidadão que recebe tal benefício. O governo dá o peixe, mas não ensina a pescar. Os problemas de relacionamento entre as famílias, alcoolismo, saneamento básico, saúde, desemprego, falta de conhecimento de métodos anticoncepcionais são as mazelas que mais preocupam. Um ambiente onde não se vive dignamente, se sobrevive indignamente.

Padilha caminha por um território já navegado por ele mesmo em Ônibus 174. No filme em questão, o diretor humaniza o bandido, Sandro do Nascimento, explora os erros de um sistema falido de recuperação de criminosos e de um sistema carcerário absurdamente ridículo. Já em Tropa de Elite, Padilha foi acusado de mostrar um tipo fascista de polícia e instigar a violência de nossas instituições militares, mostrando tal método, que utiliza o artifício da tortura, como sendo eficaz. Em Garapa, o diretor retoma o prumo de seu primeiro documentário, acerta em cheio o estômago de um Brasil indiferente quanto aos assuntos da fome. Não só o Brasil, mas o mundo gasta muito pouco para eliminar esse problema gravíssimo da face da terra. Se gasta trilhões por ano para salvar os países da temida recessão e gastam-se míseros milhões para erradicar a fome. Resta saber se Padilha faz uso de boa fé ao lançar tal filme. Querendo ou não, ele explora aquelas três famílias de forma, quase, masoquista. Na tela, os compatriotas do diretor passam fome, e ele filma. Talvez a verdadeira intenção de Padilha nunca seja realmente alcançada. Ônibus não mudou nosso sistema carcerário falido, talvez Garapa não dê cabo da fome no Brasil, mas, querendo ou não, é um filme que todo brasileiro devia ver.

Lembrem-se, Lula disse em discurso após ser eleito em seu primeiro mandato:

"Se no fim de meu mandato, nenhum brasileiro passar fome, terei cumprido a minha missão."


Difícil missão presidente. Difícil missão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Frases legais/diferentes/divertidas/sem noção para MSN




Sabe aquele amigo que sempre tem uma frase brega após o nick no MSN? Sugira alguma dessas para ele:

"eu so lindo e vc eh feia, vamos formar um casal mais ou menos."

"Fui cometer suicídio! Volto em duas semanas se der errado!"

"No jogo da vida a regra é do malandro"

"A vida é muito curta pra ficar só reclamando, tem que tirar proveito é como faz um bom mlaandro"

"Respeito é o que tenho e nele creio"

"Essa mina é uma fubanga, gosta mesmo é de uma grana"

"Eu tenho mutia rima pra te chegar e STOP!"

"Mulher é meu babado mas na real eu continuo apaixonado"

"Em caso de incêndio leia o resto...eu disse em caso de incêndio, idiota."

"Ontem, eu sonhava. Hoje, eu nem durmo."

(Versão original: hontem eu sonhava hoje eu ném durmo.)

"Três de cada quatro brasileiros correspondem a 75 % da população."

"Egoísta: pessoa desprezível que se precupa mais com ela do que comigo."

"É mais fácil uma agulha entrar no fundo de um camelo do que um rico entrar no reino dos céus."

"Quando alguém elogia uma grande virtude de outrem é porque essa virtude é de grande utilidade para quem elogia."
(Versão original de Aristóteles)

"Eleição: processo democrático de escolha do governante em que o candidato pede dinheiro aos ricos para comprar o voto dos pobres e promete a ambos que vai proteger um do outro."

"O pensamento é uma idéia em trânsito."
(Pitágoras, aquele do teorema.)

"A menor distância entre dois cavalos mede-se com a égua."

"Morte aos fanáticos!"

"Evite as frases feitas como o diabo foge da cruz."

"Não se deve generalizar. Jamais!"

"Lá na minha terra não existe esse negócio de preconceito: aquela gentinha baixa conhece o lugar dela."

"Se preocupe não. Essa história de perspectiva depende do ponto de vista."

"Há dois tipos de casamento: os que terminam bem e os que duram a vida toda."

"Sei não. Eu continuo com as minhas dúvidas sobre o cepticismo."

"O que há de mais detestável no mundo é a alienação. Mas eu não estou nem aí..."

"Só há uma coisa que eu não admito de jeito nenhum: a intolerância.
Você pode me dar uma foto sua? É pra mostrar ao Papai Noel o presente que eu quero ganhar no Natal."

"Minha mulher anda inventando que eu sou muito intrometido porque eu vivo mexendo nas coisas dela. Pelo menos foi isso que ela escreveu no diário dela."

"Anatomia é que nem baby-doll. Só fica bem num corpinho bonito."

"Observe a realidade mas não seja pessimista. Não vai adiantar nada."

"Se Thomas Edison não tivesse inventado a lâmpada elétrica ainda hoje estaríamos vendo TV numa sala escura ou à luz de velas."

"Tenha sempre em mente que o dinheiro não é tudo. Tem também a fome, a miséria, a doença, a roubalheira..."

"Fanático: sujeito que não muda nem de idéia nem de assunto."

"Filhinho do papai é a puta que o pariu !!!"

"Não importa se eu estou dirigindo bem ou mal. Vai ligar pro 0800? Foda-se! O carro é meu!"

"Pode até ser que esse teu Jesus te ame, mas eu, NÃO!!!"

"Noventa e oito por cento da beleza da mulher sai com água e sabão, um por cento sai com detergente e um por cento não sai de jeito nenhum."

"Quer evitar filhos? Só transe com a cunhada. Os que nascerem serão sobrinhos."

"As duas coisas que mais prejudicam a memória são sexo e... e... (Chi! Esqueci a outra!)"

"A ciência estatística não erra jamais: se você puser os pés numa bacia de gelo e a cabeça no forno a temperatura média será bastante confortável."

"Sugiro que o senhor não me dirija mais a palavra dessa maneira porque eu sou um pessoa muito educada, PÔRRA!!!"

"É uma pessoa muito modesta com muitas razões para continuar sendo modesta."

"Isto aqui é que nem o World Trade Center: entra cada avião!!!"

"Ele é um sujeito tão ambicioso que é capaz de dar o braço direito pra se tornar ambidestro."

"Tenho de confessar: eu sou cinqüenta por cento indeciso."

"O meu principal problema de identidade é que o meu irmão gêmeo é mais idêntico do que eu."

"Evite exageros. O exagero é bilhões de vezes pior do que a parcimônia."

"Eu sempre adio a minha decisão de me tornar um procrastinador."

"Fiz auto análise e descobri que eu sou um mentiroso contumaz. Mas eu não acredito muito nisso não."

"Pascal era um cientista de alto nível. C++ também."

"Errar é humano. Perdoar é um bug do sistema."

"Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não bebeu o bastante."

"Queres saber como é a Justiça Divina? Então morre, pô!"

"Não sei porque essa gente perde tanto tempo escrevendo um livro. Tem gente que passa até um ano escrevendo quando poderia muito bem ir até uma livraria e comprar um livro por uns poucos reais. Se for até o sebo, compra por muito menos."

"Já que falam tanto em reciclagem: a morte é a forma que a natureza encontrou para reciclar os seres vivos."

"O problema dos combustíveis fósseis é que a insesatez humana acabou com os dinossauros e com as avencas gigantes que se transformavam em petróleo com o passar dos anos."

"Aviso
Não deixe de cumprir a lei da gravidade. Os que deixaram de cumpri-la se deram mal."

"O homem é a suprema criação da natureza.
Quem você pensa que inventou essa frase? As formigas?"

"Tá bem, tá bem. Você deve pensar duas vezes antes de falar, mas não precisa repetir tudo o que diz."

"O trabalho enobrece. A corrupção enriquece."

"Dinheiro não traz felicidade, me dê o seu e seja feliz."

"Em briga de Saci, não sai voadora."

"Eu não sou racista, porque racismo da cadeia e cadeia é coisa de nego."

"Sua inveja seca até merda na chuva."

"Se a vida fosse fácil a gente não nascia chorando."

"Mãe, tô no google!"

" Lembrando que Meu Pau"

Acabou de Entrar


piadinha e talz...

Just a Fest?

No primeiro dia da semana que passou, fui testemunha de uma genuína apresentação artística. O festival “Just a Fest” (em tradução livre “Apenas um Festival”) trouxe ao Brasil pela primeira vez a banda britânica Radiohead. Mas antes de falarmos do show dos anfitriões, falemos de seus predecessores. O festival teve início por volta das 18:00 com a banda carioca Los Hermanos marcando seu retorno aos palcos paulistas. A banda que, assim como System Of a Down e Blink 182, havia entrado em hiato retornou para apenas duas apresentações. Uma no Rio outra em São Paulo. Ambas para o Just a Fest. Uma volta digna para a banda. Afinal, as 30 mil pessoas presentes na Chácara do Jockey acompanhavam os barbudos em uníssono. O repertório contou com surpresas nunca antes vistas em shows ao vivo: “Cheir Antoine” foi uma delas. Los Hermanos se despedem do público com uma sensação ambígua no ar, afinal, eles voltaram? Aos gritos de “Volta Los Hermanos” a banda deixou o palco emocionada e com o gosto de missão cumprida. Agora era a vez dos alemães do Kraftwerk, banda precursora quando tratamos de música eletrônica que influenciou uma penca de artistas, o próprio Thom Yorke, por exemplo. O Show é um espetáculo visual. As músicas vinham acompanhadas de competentíssimas animações e pequenos filmes exibidos nos telões laterais e no telão que ficava atrás da banda. No repertório, clássicos como “Autobahn”, “The Robots”, “The Model”, “Man-Machine” entre outras canções que, se não agitavam tanto o público como a banda anterior, deixava-o boquiaberto. Em certo momento do show a banda é substituída por robôs e um sentimento nostálgico toma conta dos mais velhos. Kraftwerk pode não ser tão interessante para os jovens de hoje, mas devemos pensar que se não fossem a loucura sadia destes alemães, talvez, nem mesmo o Radiohead existiria. Falando em Radiohead, a banda subiu ao palco do Just a Fest por volta das 22:00. Aquele homem franzino e com o olho esquerdo paralisado desde seu nascimento acolhe a multidão que já o esperava há algumas horas. O palco iluminado por gigantescos tubos cilíndricos de luz dava um ar de diferentes dimensões. O set, iniciado por “15 Steps”, do mais recente cd da banda In Rainbows, engrenava muito mais nos antigos hits. “Karma Police”, por exemplo, foi cantada num coro arrepiante. Clássicos vieram; “Idioteque”, “Exit Music”, “Paranoid Android”, “Fake Plastic Trees”, e alguns momentos engraçados como em “You And Whose Army”, Thom apareceu nos telões apenas com os olhos em close, aproveitou o momento para fazer algumas caretas. Rolou também um trecho de “True Love Waits” que poucos perceberam. Em outro momento, o líder do Radiohead ajoelhou-se agradecendo a entrega mútua de energia que ali ocorria. A banda tocou “Creep” e se despediu com a platéia esperando por mais. O show do Radiohead é um ato artístico puro. Sem clichês ou mesmices de apresentações internacionais. Apenas um festival? Muito mais do que isso.

Vejam como incluíram Fake Plastic Trees de última hora: