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domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma presidente de São Paulo

Dilma presidente. Poucas vezes vi São Paulo comemorar tanto uma eleição. Fogos de artifício, bêbados pelas ruas, bares abertos (graças também ao feriado), e muita sacanagem pela cidade todinha. Daí, eu dei uma saidinha marota e, quando voltava pra casa, subi num ônibus abençoado.

Havia um bêbado e um grupo de adolescentes (bêbados também). Mas o melhor foi o bêbado. O bêbado representava em palavras o que aconteceu no dia de hoje. Aliás, foram tantos devaneios proferidos pelo cachaceiro que separei apeans uma frase do dito cujo:

“O Serrote se fudeu, Dilma presidente de São Paulo! A sapatona ganhou!”

Gênio.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eles são perfeitos! E nós? Bem...


O pleito de 2010 promete, afinal, a propaganda gratuita começou cedo. Nas bancas de jornal e nos cinemas, vemos PT e PSDB travando uma velada guerra de propaganda eleitoral disfarçada.
Os petistas com o filme “Lula, o Filho do Brasil” endeusaram o ventríloquo de Dilma de tal forma que, penso eu, até o povo da direita quis votar em Dilma, já que seu articulador é, afinal, um Deus, segundo a película.

Os tucanos, por outro lado, esbanjam sua pose de “limpamos a bunda com dinheiro, mas sem desperdiçá-lo”. É capa da Veja com pose de líder do Serra pra cá, é capa da Veja com a Dilma como mula perdida no mundo pra lá, e por aí vai.

E é no meio de tudo isso que nós, eleitores, entramos. O governo Lula gastou mais em publicidade do que o governo tucano de FHC. Foram 6,3 bilhões até 2008. O governo Serra, do estado de São Paulo, gastou só em 2009, mais de 290 milhões em propaganda. Isso são dados oficiais, os exemplos iniciais são oficiosos.

Quem perde somos nós que, enquanto sofremos nas filas de hospitais e com uma educação sofrível, vemos governantes que do alto de sua altivez, justificam absurdos e veem uma população que permanece calada e omissa. Até quando?

A voz do povo não é a voz de Deus, a voz do povo é a voz das Urnas.

domingo, 19 de abril de 2009

Dilma, Tucanos, Lulistas, etc...

Nos últimos dias, principalmente após o G20, parece que o prestígio do 4 dedos subiu na cotação dos estrangeiros. Depois de Obama chamá-lo de "Meu Chapa", o mundo lembrou-se do Lula eleito em 2002. O Lula cool. Em 2002 Lula ainda era, ou pelo menos quase, o Lula que ofereceu um verdadeiro almoço proletariado para Fidel Castro em sua casa no ABC, isso em meados dos anos 80. Claro que vieram os escândalos e tudo mais que sabemos (que aliás, o próprio Lula não sabe). Mas parece que Lula volta ao prumo do sucesso político justamente há um ano da eleição presidencial. Sorte de seu padrinho(a). Quem Lula está apadrinhando? Ela mesmo, a gatíssima Dilma Rousseff.

A oposição já tratou de se mexer, a Folha publicou uma matéria bem estranha num tom irresponsável sobre a VAR-Palmares, matéria que foi contestada pela esquerda de ontem e de hoje. A deturpação desta matéria já tá rolando pelos e-mails num tom bem tucano. As fotos de Dilma na matéria foram copiadas e criaram um textinho bem chinfrim sobre a candidata e sua "guerrilha".

Meu voto é de Dilma? Não. O problema todo é a deturpação da Dilma de outrora, uma pessoa que lutou por nossa liberdade, militante sim, guerrilheira não. Se hoje ela faz parte da panela que cuida de nossos interesses no governo (nossos?), bem, quem não faz? Lula e José Dirceu estão por lá. Por Deus, até o Gabeira está lá. Arrisquemos um candidato da extrema esquerda em 2010, é o que faço todo ano, mas nunca vejo meu escolhido vencer.

sábado, 18 de abril de 2009

A FOTO DO DIA


(Foto: AP)

E o embargo a Cuba com seus dias contados? Realmente, change has come to america.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Garapa – Definhando o Brasil




Instigado por minha professora Vera Cristina (Realidade Sócio Política do Brasil) resolvi ir ao Festival “Tudo é Verdade” onde ocorriam sessões gratuitas de diversos documentários, incluindo o novo do aclamado diretor José Padilha (Ônibus 174 e Tropa de Elite). Como o próprio Padilha disse antes da exibição da película, o filme é difícil, duro e não é prazeroso de se mostrar.

O filme é cru ao extremo. Não há trilha musical. As câmeras de Padilha, filmando sempre em branco e preto, acompanham três famílias que vivem isoladas no nordeste brasileiro, mais especificamente no Ceará. A situação das três famílias é incomum aos olhos do público da capital paulista. Durante a exibição ouviam-se suspiros e expressões de espanto. Na tela, cenas chocantes de um Brasil pouco conhecido pela maioria. Crianças se alimentando de água com açúcar(a Garapa). Adultos vivendo no limite da paciência. Os problemas mostrados por Padilha atacam, de forma simples e objetiva, a ineficácia dos programas sociais criados pelo Governo Lula. O Fome Zero e o Bolsa Família se mostram inúteis quando não se há planejamento familiar, educação ou capacitação profissional para o cidadão que recebe tal benefício. O governo dá o peixe, mas não ensina a pescar. Os problemas de relacionamento entre as famílias, alcoolismo, saneamento básico, saúde, desemprego, falta de conhecimento de métodos anticoncepcionais são as mazelas que mais preocupam. Um ambiente onde não se vive dignamente, se sobrevive indignamente.

Padilha caminha por um território já navegado por ele mesmo em Ônibus 174. No filme em questão, o diretor humaniza o bandido, Sandro do Nascimento, explora os erros de um sistema falido de recuperação de criminosos e de um sistema carcerário absurdamente ridículo. Já em Tropa de Elite, Padilha foi acusado de mostrar um tipo fascista de polícia e instigar a violência de nossas instituições militares, mostrando tal método, que utiliza o artifício da tortura, como sendo eficaz. Em Garapa, o diretor retoma o prumo de seu primeiro documentário, acerta em cheio o estômago de um Brasil indiferente quanto aos assuntos da fome. Não só o Brasil, mas o mundo gasta muito pouco para eliminar esse problema gravíssimo da face da terra. Se gasta trilhões por ano para salvar os países da temida recessão e gastam-se míseros milhões para erradicar a fome. Resta saber se Padilha faz uso de boa fé ao lançar tal filme. Querendo ou não, ele explora aquelas três famílias de forma, quase, masoquista. Na tela, os compatriotas do diretor passam fome, e ele filma. Talvez a verdadeira intenção de Padilha nunca seja realmente alcançada. Ônibus não mudou nosso sistema carcerário falido, talvez Garapa não dê cabo da fome no Brasil, mas, querendo ou não, é um filme que todo brasileiro devia ver.

Lembrem-se, Lula disse em discurso após ser eleito em seu primeiro mandato:

"Se no fim de meu mandato, nenhum brasileiro passar fome, terei cumprido a minha missão."


Difícil missão presidente. Difícil missão.