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terça-feira, 9 de junho de 2009

Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei



O documentário conta a história do cantor Wilson Simonal. Simonal fez muito sucesso no fim da década de 60 até o início dos anos 70. Era conhecido com o rei do suingue, o cantor das multidões. Após acusação de ser informante da ditadura militar, Simonal foi condenado por seus colegas do meio artístico, e pelos meios de comunicação, ao ostracismo.

O filme segue uma cronologia que faz o espectador entrar em conflito consigo mesmo. Vemos que Simonal era um ídolo verdadeiro. Talvez o grande ídolo da época, ao lado de Roberto Carlos. O cantor tinha produtos com seu nome. Apresentava um programa de TV. Simonal era como diz Chico Anysio, o “Rei da Cocada Preta”. Mas quando ele comete o erro de se envolver, mesmo que inconscientemente, com torturadores da ditadura, vê sua queda começar.

Simonal desconfiou que seu contador estivesse roubando o. Mandou seus seguranças lhe darem uma surra. Os seguranças levaram o homem ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e a seus torturadores. Após a surra, o contador, Raphael Viviani acusou Simonal formalmente de sequestro. No dia seguinte, deu se a confusão. Os jornais noticiaram a ligação de Simonal com o órgão militar.
Apesar de ser homem público, o cantor era um ignorante aos assuntos políticos. Não sabia que o peso de se intitular informante da direita, mesmo que em tom sarcástico como foi feito lhe marcaria para o resto da vida e daria fim à sua promissora carreira.

Os jornais da época, numa claríssima falta de respeito aos princípios do jornalismo objetivo e imparcial, noticiavam os boatos sobre o caso. As versões eram transformadas em fatos, principalmente após as brincadeiras de Simonal sobre ser informante da direita. Ele foi acusado pelo Pasquim, de ser dedo duro da ditadura. É interessante vermos que a irresponsabilidade jornalística dos meios da época se contrapõe à imparcialidade do documentário. O diretor Cláudio Manoel se preocupou em ouvir os dois lados, pela primeira vez, o contador de Simonal na época, e coadjuvante do acontecimento que deu início à queda do cantor, é ouvido. Visivelmente abalado ao ter que falar sobre o caso, percebemos que sua vida também fora fortemente afetada pelo episódio. Terminada a sessão, o espectador certamente irá se perguntar se Simonal mereceu ou não seus anos de exclusão. A resposta com certeza será não. Wilson Simonal foi um dos maiores injustiçados da história recente de nosso país.

domingo, 19 de abril de 2009

Dilma, Tucanos, Lulistas, etc...

Nos últimos dias, principalmente após o G20, parece que o prestígio do 4 dedos subiu na cotação dos estrangeiros. Depois de Obama chamá-lo de "Meu Chapa", o mundo lembrou-se do Lula eleito em 2002. O Lula cool. Em 2002 Lula ainda era, ou pelo menos quase, o Lula que ofereceu um verdadeiro almoço proletariado para Fidel Castro em sua casa no ABC, isso em meados dos anos 80. Claro que vieram os escândalos e tudo mais que sabemos (que aliás, o próprio Lula não sabe). Mas parece que Lula volta ao prumo do sucesso político justamente há um ano da eleição presidencial. Sorte de seu padrinho(a). Quem Lula está apadrinhando? Ela mesmo, a gatíssima Dilma Rousseff.

A oposição já tratou de se mexer, a Folha publicou uma matéria bem estranha num tom irresponsável sobre a VAR-Palmares, matéria que foi contestada pela esquerda de ontem e de hoje. A deturpação desta matéria já tá rolando pelos e-mails num tom bem tucano. As fotos de Dilma na matéria foram copiadas e criaram um textinho bem chinfrim sobre a candidata e sua "guerrilha".

Meu voto é de Dilma? Não. O problema todo é a deturpação da Dilma de outrora, uma pessoa que lutou por nossa liberdade, militante sim, guerrilheira não. Se hoje ela faz parte da panela que cuida de nossos interesses no governo (nossos?), bem, quem não faz? Lula e José Dirceu estão por lá. Por Deus, até o Gabeira está lá. Arrisquemos um candidato da extrema esquerda em 2010, é o que faço todo ano, mas nunca vejo meu escolhido vencer.