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terça-feira, 13 de março de 2012

SUJIDADE

Antes de ler, assista ao vídeo abaixo:

Pois bem, estou a poucos meses de me formar em jornalismo. O jornalista é um profissional de sorte, ele trabalha para a sociedade, promove a democracia e ainda é pago para isso. Seria uma benção, não fosse uma temida relação com o poder que o poder proporciona. O profissional de comunicação - e aqui me refiro especialmente ao jornalista de televisão - possui um poder inimaginável.

O raciocínio é simples: concessões de rádio e televisão, no Brasil, são concedidas pelo Estado. O Estado representa o povo e deve defender seus interesses. Teoricamente (teoricamente, veja bem), as concessões públicas devem zelar para que os cidadãos sejam bem informados. Os jornalistas devem ser os baluartes da democracia (que pomposo). A comunicação é social, pois dela devem decorrer os princípios democráticos.

Alguns episódios de nosso mal fadado Estado Democrático remetem a um período em que as concessões públicas poderiam ser revogadas com o bater de uma continência. Em 1984, por exemplo, a Rede Globo de Televisão, escondeu de seu principal noticiário, o Jornal Nacional, a notícia de manifestação pelas Diretas Já.

O tempo passou, veio a Constituição de 88, mas velhos hábitos não mudaram. Em 1989, a mesma rede de televisão arquitetou para que o candidato Fernando Collor de Mello fosse eleito. Numa das mais desastrosas demonstrações do poder burro do jornalismo, uma edição medonha do último debate presidencial foi feita e exibida pelo mesmo Jornal Nacional de 1984.

O tempo passou, Collor caiu, Marinho morreu, Collor voltou, Sarney... continuou sendo Sarney, mas um fato preocupante ocorreu de novo.

A massa foi manipulada. E não venha dizer que estou procurando pêlo em ovo ou divagando sobre uma teoria conspiratória. Não. Os fatos citados aqui já foram publicamente assumidos pelos próprios envolvidos (assim como, penso eu, o que aconteceu anteontem também o será, num futuro próximo).

A matéria exibida pelo Jornal Nacional (olha ele aí de novo) representa o que há de mais pútrido na relação "Redes de Televisão x Empresas". A empresa em questão é a Confederação Brasileira de Futebol, presidida até anteontem pelo pulha Ricardo Teixeira. Claramente defendendo benefícios futuros, a TV Globo ousou – no pior sentido do verbo ousar – ao demonstrar que edita quem pode e assiste quem não tem juízo.

O genial Tino Marcos (sem ironias aqui) se prestou a um desserviço público quando editou este lixo de reportagem. Escondendo os fatos mais relevantes da história deste homem que não irá deixar saudades na administração do futebol brasileiro. Também pudera, lembremos que foi preciso a imprensa internacional se manifestar para que ele caísse. Não poderíamos esperar coisa “melhor” de nossos “baluartes” da democracia, não é mesmo?

Minha questão, dúvida, inquietação maior é: quantos anos mais terão de passar para que a Rede Globo de Televisão comece a merecer sua concessão pública?

domingo, 20 de novembro de 2011

PEIDEI, MAS NÃO FUI EU


O texto a seguir possui três pontos de vista que analisam um mesmo assunto: os trabalhos em grupo com nota coletiva do 6º semestre de jornalismo da Universidade de Santo Amaro e os problemas que esta atividade produz.

Os alunos

Alunos da sala 311-C em aula


Do ponto de vista de alguns alunos, a desunião do grupo e o ego atrapalham a convivência. “A nossa sala desenvolveu uma maneira de fazer trabalho que é pouco convencional, é na base das patadas. Quem olha de fora acha que a gente se odeia, mas a gente até que se gosta na medida do possível (risos). A gente atrasa, briga, fala mal pelas costas, mas no final o trabalho acaba saindo.” A opinião é de Diogo Oliveira, ou Dih para os íntimos.

Já para Larissa Camargo, a sala não consegue trabalhar junta. “A nossa sala não sabe trabalhar junta como um todo, só em alguns grupos”, analisa. Além disso, Lari diz que a sala não sabe cumprir prazos e deixa sempre as tarefas para o último momento. O aluno Rafael Barreto é mais incisivo em sua análise: “na nossa sala, acho que o que reina é falsa amizade”, diz. “Todos querem foder o ‘amigo’, ser melhor do que ele, mostrar o quanto é foda e preparado, que sua vida é mais sofrida e isso o fez mais forte, mas como todo medíocre, eles temem precisar da ajuda de outra pessoa pior de alguém da sala”, vocifera Barreto. Segundo o aluno, isso acabou fechando certos núcleos de amigos desde o começo do curso e, apesar de algumas mudanças e reestruturações, isso continua e piora a cada semestre. “Claro que há amizades verdadeiras, mas são poucas”, finaliza.

Segundo Tiago Machado, a guerra de egos superou em todos os sentidos o espírito de coletividade. “Se antes já era quase utopia pensar em atividades pacíficas realizadas em grupo por toda a sala, hoje podemos ver que esse tipo de situação não deve ser nem colocado como hipótese. Acredito que a 311-C deveria ser modelo para um estudo científico”, brinca o estudante.

Trabalhar em grupo requer inteligência emocional, porém, os alunos são individualistas, como conta a aluna Vannessa Turkiewicz. “Eles nunca pensam no grupo em si, só no benefício próprio. Muitos discordam das ideias dadas, mas não dão outras. Reclamam do resultado final mas não participam quando devem”, analisa. Para Vannessa, o espírito vingativo também dificulta a vida em grupo na turma da sala 311-C. “Muitos não sabem dividir o lado pessoal. Por exemplo: eu não vou com a sua cara, dai num trabalho em que sou sua editora, se você não mandar no prazo, não pensarei duas vezes em avisar [ao professor] que você entregou atrasado. Sendo que, se fosse alguém legal, acabaria dando um jeitinho, dizendo que chegou no dia. O povo é vingativo! (risos)”, finaliza.

Os mestres

Professor em aula na 311-C: "Me demito", disse minutos depois de tirar a fotografia



O coordenador do curso, Edson Correia, acha a situação “complicada”. “A impressão que tenho é que vocês não confiam uns nos outros e por isso parece que um não gosta de trabalhar com o outro, porque sempre acha que alguém vai pisar na bola”, diz. O ex-professor da turma, Wagner Belmonte, afirma que nunca teve problemas com trabalhos em grupo na turma, mas revela outro defeito dos alunos. “Uma boa parte do inconsciente coletivo da classe é refratária a qualquer crítica. A crítica não tem a finalidade de esculhambar, humilhar, menosprezar quem quer que seja. Ela tem, sim, a finalidade de ajustar a qualidade que se exige e estabelecer um parâmetro pelo qual vocês serão cobrados. Sentia, nos tempos que dei aula a vocês, que tinha gente que torcia o nariz quando eu dava nota baixa. Mas todas as notas dadas tinham uma fundamentação. Nada foi feito sem critério.”

Para Belmonte, nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de chutar informações sem que tenhamos alguma certeza sobre elas. Esta é uma falha grave, segundo ele. Também não podemos nos dar um aval para editar algo que contenha erros de português (ortográficos e principalmente gramaticais), muitas vezes provocados por falta de revisão. “Em síntese, pode parecer uma baita babaquice, mas não é. E algo bem maior está em jogo.”

O dono do blog

Leonardo Araujo vendo sua nota no site da universidade


Semestre passado eu estudei Durkheim. Ele dizia que o homem possui um consciente coletivo. O homem se comporta em conformidade com seu grupo social. Mas não é só um grupo de gente junta que forma o tal grupo social. Segundo Tiago Dantas, do site www.mundoeducacao.com.br, uma fila de cinema, por exemplo, nada tem a ver com o tal grupo social. Ele seria mais bem identificado como um grupo de estudantes que cursam a mesma graduação. Minha turma é um grupo social secundário e primário: há pessoas que são como irmãs (primário), mas há aqueles que, quando mais, trocam apenas um boa noite (secundário).

Isso num resumo porco de um raciocínio extenso, ok? Eu cito o autor e a sociologia porque foi útil para minha reflexão. Nos últimos dias, comecei a pensar que trabalhos em grupo (nada de sociologia no termo aqui, ok?), pelo menos na minha turma, não funcionam. Que fique claro: refiro-me a trabalhos em que toda a sala deve participar para um objetivo. Uma revista ou jornal, por exemplo, com uma só nota para todos.

Deixe-me posicionar vocês (ui, que gostoso!). Professor adora um lenga lenga. Principalmente se o professor não entende para quem ele dá aula, aí o lenga lenga fica sem sentido para os alunos, mas mesmo assim o mestre adora o lenga lenga. Eu estudo na Universidade de Santo Amaro. No meu curso (Comunicação Social, Jornalismo), a maioria dos alunos não tem muita grana e trabalham pra pagar as mensalidades. Mas tem professor que não saca isso não.

Os sábios da academia tentam fazer a minha turma, que tem pouco mais de 15 pessoas, trabalhar em grupo todo semestre. Sempre pedem um trabalho que envolve a sala toda. E sempre dá merda. O argumento é tentar “simular” uma redação de jornal ou algum ambiente corporativo, que seja. É aí que a merda fede muito. Porque, ao contrário do que acontece num ambiente corporativo, quando um faz merda, a sala toda se fode.

“Mas Léo, quando alguém faz merda na empresa, todo mundo se fode também”. Concordo, porém, na maioria das vezes isso ocorre indiretamente. Na faculdade não. Se você atrasar o texto da porra da revista cuja nota é coletiva, você se fode e fode todo mundo também. O motivo que faz um aluno atrasar sua função pré-definida eu não sei. Só sei que tem sido assim durante longos seis semestres.

É óbvio que todos ali (ou pelo menos a maioria) querem se formar e estão se esforçando pra isso. Conheço gente da turma que tem filhos, dívidas, famílias destroçadas, namoros terminados, e o que mais qualquer roteiro de novela mexicana puder conter. Tem gente que chega na sala atrasado porque tava negociando a dívida com a faculdade e ainda tem de ouvir o professor falando merda.

Não estou defendendo meus colegas, muito pelo contrário, sei que tem gente ali que respira jornalismo, porém, outros estão cagando para essa abençoada profissão. Mas ter de ouvir comida de rabo feito criança no primário de professor grosso e mal amado, aí já é demais.

Um resumo prático


Professor da Unisa protegendo os alunos do boleto de mensalidade mesmo depois de algumas brigas

Se os alunos de minha turma só colocam a camisinha depois da confirmação de gravidez, os professores e a coordenação devem pensar em provocar o uso da camisinha ainda quando houver tempo (uahuahuhahuauhauh), ou seja, nada de trabalhos com notas coletivas, ok? É preciso enfiar uma piroca no cu de cada aluno, para que ele lute até o fim do semestre para tirá-la de lá, ok? Assim, evitaremos aforismos engraçadinhos, como o que intitula este post. Tem gente na turma que não merece levar sermão por erros alheios. Não merece mesmo!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FRACASSADO

São dois anos estudando o Jornalismo e suas vertentes. Dois anos que revelaram mais do que eu imaginava. Dois anos em busca do diploma que, para mim, vale tanto. Nesses dois anos, passei por três semestres intacto. Estou passando pelo quarto neste exato momento. Até hoje, nesses dois anos, nunca precisei de exame para me aprovar. Até hoje.

Exame é o seguinte, o aluno burro (no caso eu) não consegue nota suficiente para ser aprovado. No caso de minha universidade a chamada média é 7. Amigos, eu fiquei com 6 em Lingua Portuguesa III: Linguagem, Texto e Discurso. Isso me arrasou. Como posso ter a cara de pau de querer ser um comunicólogo tirando 6 em Lingua Portuguesa III: Linguagem, Texto e Discurso?

Amigos, meu caso merece reflexão. Temo que tenha sido um sinal divino. O pior é que, como a maioria de vocês sabe, eu sou ateu e, portanto isso agrava mais ainda a situação. Estou em plena crise examinal, uma variação da crise existencial. Ficar de exame pode significar muitas coisas, mas temo pelo pior. Escolhi a profissão certa?

Certa feita, quando confessei meu desejo de ser um comunicador profissional para um parente próximo, ouvi o seguinte: “Olhe para você. Você precisa é fazer um curso de segurança”. Amigos, talvez o discurso que subestimei tivesse seu valor, afinal, o que fará um jornalista que tira 6 em Lingua Portuguesa III: Linguagem, Texto e Discurso?

Meus caros, isso não é brincadeira. É realmente grave, gravíssimo. Lembremos dos grandes homens da humanidade. Teria Einstein tirado 6 em Física? Nietszche tirou 6 em Filologia? Goebbels tirou 6 em Propaganda? Jesus Cristo fora tirou 6 na prova para carpinteiro? Duvido muito. É aí que mora o problema.

Minha nota baixa, que resultou no temido exame que ainda nem sei a data, é prova irrefutável que devo repensar o que estou fazendo. Talvez estivesse melhor na frente de uma boate, parado feito um poste e fazendo cara de mau. Estou decepcionado comigo mesmo e você, caro leitor, é quem paga por isso tendo de ler estes devaneios que estão carregados de minha tristeza momentânea.

Talvez eu me arrependa de ter escrito isso, talvez não. Talvez você use filtro solar. Talvez não. Mas uma coisa é certa: eu estou marcado para sempre, pois no quarto semestre do meu curso, fiquei de exame em pelo menos uma disciplina. Sim, em pelo menos uma. Ainda aguardo a divulgação de várias notas. Esperemos para ver o tamanho do fracasso deste fracassado que vos escreve.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eles são perfeitos! E nós? Bem...


O pleito de 2010 promete, afinal, a propaganda gratuita começou cedo. Nas bancas de jornal e nos cinemas, vemos PT e PSDB travando uma velada guerra de propaganda eleitoral disfarçada.
Os petistas com o filme “Lula, o Filho do Brasil” endeusaram o ventríloquo de Dilma de tal forma que, penso eu, até o povo da direita quis votar em Dilma, já que seu articulador é, afinal, um Deus, segundo a película.

Os tucanos, por outro lado, esbanjam sua pose de “limpamos a bunda com dinheiro, mas sem desperdiçá-lo”. É capa da Veja com pose de líder do Serra pra cá, é capa da Veja com a Dilma como mula perdida no mundo pra lá, e por aí vai.

E é no meio de tudo isso que nós, eleitores, entramos. O governo Lula gastou mais em publicidade do que o governo tucano de FHC. Foram 6,3 bilhões até 2008. O governo Serra, do estado de São Paulo, gastou só em 2009, mais de 290 milhões em propaganda. Isso são dados oficiais, os exemplos iniciais são oficiosos.

Quem perde somos nós que, enquanto sofremos nas filas de hospitais e com uma educação sofrível, vemos governantes que do alto de sua altivez, justificam absurdos e veem uma população que permanece calada e omissa. Até quando?

A voz do povo não é a voz de Deus, a voz do povo é a voz das Urnas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Porre

No meu primeiro dia de estágio uma garotinha que gosto foi até a faculdade beber comigo. Eu, duro como sempre, pedi que ela pagasse uma cachaça, daí conversávamos e ela sempre em tom de ironia: - Seu copo tá vazio Léo, quer mais uma dose?

Eu bobo desse jeito, aceitava, tava tudo muito engraçado, tudo muito legal mas eu ainda teria as duas últimas aulas. Pois bem, nessa brincadeirinha eu tomei 6 doses de velho barreiro bem caprichadinhas. Claro, na hora você se sente um pouco mais alegre mas só sente o baque depois, o problema foi na classe.

Eu cheguei e tinha uma roda de discussão sobre um livro que fala muito de ética no jornalismo, entre outras coisas. Daí eu não lembro de mais nada, me contaram que eu interrompia o professor e esbravejava: - Este livro é utópico! Eu quero ganhar dinheiro! Eu quero ganhar dinheiro!!

Bem, levaram-me para o banheiro para lavar o rosto, voltei e caí da cadeira, a sala toda rindo. Eles estão acostumados com minhas palhaçadas, a maioria pensou que eu tava brincando. Até que num certo momento eu tava indo pro banheiro pela 3º vez eu acho. O professor pediu para me levarem pois, apesar da situação engraçada, eu tava atrapalhando a aula e tinha meia dúzia reclamando já. Quando o Rafa ia me levar para o banheiro... vomitei! Pronto, quem tava em dúvida pra saber se eu tava zoando logo se impressionou. Disseram que meu vômito só tinha um odor: cachaça! Me levaram para o banheiro e disseram que eu gritava: - Sartre não viveu pra ver isso! Sartre não viveu pra ver isso! (hein?)

Vomitei mais no banheiro e apaguei. Minhas aulas são no terceiro andar, aí a coisa começou a ficar séria porque a galera queria ir embora e eu, obviamente não tinha condições nem de andar, estava desmaiado sobre meu vômito no banheiro. O pessoal me puxou e carregou até o saguão. Lembrem-se que tinha sido meu primeiro dia de estágio neste mesmo local, auhahuauha. Os seguranças queriam saber quem era o bêbado. Meus colegas com medo que eu me queimasse tentaram me esconder, mas não teve jeito. Queriam chamar a ambulância, mas acabaram ligando pra minha casa. Minha família veio em peso, vomitei no carro e fomos para o hospital. Eu ainda desmaiado e vez ou outra falando alguma besteira. Acordei às 5 da manhã tomando alguma coisa na veia sem saber de PORRA NENHUMA! Olhei ao meu redor com aquele olho de santo e duas tiazinhas sentadas ao lado olhavam pra mim com um sorrisinho sarcástico. Perguntei onde estava, obtive a resposta e comecei a pensar quem tinha me levado até lá e não adiantava, não lembrava nada!

Comecei a pensar no estágio e que eu tinha que estar lá ao 12:00. Murphy é um FDP, o carro do meu pai deu problema na volta pra casa e por isso ninguém ia me buscar no hospital. Às 11 minha irmã aparece e eu já impaciente para ser liberado corro. Ah, eu estava sem celular, carteira ou qualquer outra coisa. Tive que gastar uns R$ 40,00 para chegar a tempo no estágio e fingir que nada tinha acontecido. No fim do dia levei uma advertência verbal do coordenador do curso. Se arrependimento matasse...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Falando Francamente



Arnaldo Nogueira participou dos primórdios do telejornalismo no Brasil. O repórter possuiu um programa de entrevistas chamado Falando Francamente que era exibido em meados dos anos 50 na TV Tupi. O primeiro talk-show da TV brasileira ficou onze anos no ar. Uma das entrevistas se tornou histórica.

Arnaldo falava francamente com Marechal Rondon, militar famoso à época, mas o papo ficou franco demais. Quando Marechal Rondon criticou o guaraná servido durante a entrevista, via-se um Arnaldo mais branco do que de costume nas tevês preto e branco da época. O programa era ao vivo, não havia como editar. O Guaraná Champanhe cancelou o patrocínio um dia depois.

O jornalista Arnaldo Nogueira entrevistaria o Marechal sabendo que iria perder o patrocínio? Provavelmente, não. Mas este é o cerne da questão. Jornalista não se curva perante seus anunciantes. Jornalista cede aos interesses da sociedade.

Em 2008 o site Gamespot anunciava diversos jogos de computador. No mesmo site, foi publicada a resenha de um jogo por um jornalista. Tal jogo era anunciado no site, o problema foi a nota dada pelo jornalista, uma nota baixa. O jornalista foi demitido. Nenhuma das três partes (anunciante, site e jornalista) confirmou que a demissão foi motivada pela resenha. Mas com certeza ajudou para tal.

Temos aqui um exemplo claro de influência dos anunciantes no conteúdo jornalístico. É dever fazer as devidas críticas ao jogo, se ele assim merecer. Jornalista não deve se curvar a anunciantes. Mesmo sem emprego, mantém seu caráter íntegro.

No Brasil as coisas não são diferentes, a rede Globo, por exemplo, deveria veicular um Globo Repórter com os males do alcoolismo, já que o programa vem recebendo críticas quanto ao conteúdo nos últimos meses, seria uma prestação de serviço exemplar. Mas isto não ocorre, talvez pelo número de anunciantes de cerveja do canal? Talvez.

Recentemente, o jornal americano The New York Times publicou uma matéria financiada pelos próprios leitores. A solução parece inteligente, o público pagaria pelo seu próprio conteúdo, este, chegaria limpo às suas mãos, sem risco de que tal conteúdo tivesse algum tipo de influência dos anunciantes. Afinal, os anunciantes não existiriam, a matéria seria bancada pelo próprio leitor. O interesse defendido pelo jornalista seria apenas o interesse do cidadão.

A intenção é maravilhosa, mas a ideia de o leitor financiar matérias soa utópica. O mundo está se tornando auto-suficiente em relação às notícias. As redes sociais, a troca de informações entre os próprios cidadãos se torna cada dia mais comum. A imprensa deve focar seu conteúdo para os cidadãos. Anunciantes virão naturalmente, mas antes, é preciso criar credibilidade para servir de vitrine para as propagandas. Lembrando que, departamentos comerciais e editoriais não devem se misturar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Salvem o Jornalismo

A Facamp fechou seu curso de jornalismo e atribuiu a extinção à decisão do Supremo Tribunal Federal que deu fim a exigência do diploma de jornalista para exercer a profissão.

Pela primeira vez em dez anos o curso de jornalismo da USP não obteve mais de dois mil inscritos para concorrer a uma das 60 vagas oferecidas pela Universidade.

Tais acontecimentos devem-se a desregulamentação da profissão e também, como dito anteriormente, o fim da exigência do diploma para exercício da mesma.

Por outro lado o ano foi estimulante para os estudantes de jornalismo. O Pré-Sal em voga, a preconização do armamentismo para a defesa de nossas reservas de petróleo, a escolha do Brasil para sediar as Olimpíadas de 2016, o golpe de estado em Honduras com todos os pormenores que tornaram o Brasil coadjuvante do fato, as reviravoltas no cenário político e ainda teremos as eleições em 2010 e a Copa do Mundo em 2014.

O cenário é benéfico para a profissão, mas a procura por ela não reflete isso. O problema é a descrença no quão benéfico e útil são os ensinamentos do curso. Vemos exemplos, principalmente na TV e na Internet, de que não é preciso muito para exercer nosso trabalho. Aí que mora o erro. Os exemplos são de um jornalismo “feito nas coxas”, sem preceitos básicos ou qualquer compromisso com o cidadão. Mas isso é jornalismo com data de validade. Não dura.

Darei dois exemplos de irresponsabilidade jornalística. O primeiro deles aconteceu há pouco. Horas depois da explosão da loja de fogos de artifício em Santo André um famoso portal deu que o número de mortos chegaria a onze. Daí seguiu-se uma enxurrada de “copiar e colar” e todos foram atrás deste mesmo portal. Eu ouvia a rádio Band News que se manteve lúcida. No fim, a informação estava incorreta e a rádio deu a notícia certa desde o princípio, sem azáfama. Outro exemplo é mais famoso. Entrevista com o PCC no Domingo Legal apresentado à época por Gugu Liberato. Em síntese, o programa exibiu uma matéria em que supostamente eram entrevistados membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Entre os absurdos, os membros da gangue ameaçaram o apresentador José Luís Datena e o Padre Marcelo Rossi. A infame matéria era falsa.

Tais exemplos demonstram que qualquer um realmente pode fazer jornalismo. Mas os exemplos também mostram que se não houver compromisso com o cidadão e com a verdade, o jornalismo é amador e descartável. Aí que entra a universidade. O curso de jornalismo constrói um profissional responsável. Simples assim. Em suma, estudar é imprescindível para o exercício correto da profissão de jornalista. Na universidade ou em casa, a chave para a salvação da profissão é um melhor preparo de seus atuantes.

Se você quiser seguir o exemplo abaixo, siga, mas eu te garanto que antes de completar 30 anos você estará desempregado ou forjando notícias para ganhar vida.

http://www.youtube.com/watch?v=eywqbGRQlls

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Tietê


Qual a semelhança entre o Jornalismo e o Rio Tietê? Ambos são sujos, piores na capital, mas todos eles possuem algo puro. O fétido rio tem em sua fonte uma água límpida e pura. O jornalismo também. É na universidade que estamos virgens. Livres das mazelas de nossa profissão. Salvo alguns estudantes que já chegam contaminados ao meio acadêmico.

Uma questão aflige o jornalista contemporâneo: Trabalhar para o cidadão ou para si mesmo? Quando digo "si mesmo" me refiro também aos grandes grupos de comunicação. Cada dia mais os maiores são os piores. O filtro para encontrarmos algo que valha a pena nos jornais, revistas, televisão e internet é cada dia mais requisitado por este ser errante que vos escreve. Eu tenho meus preconceitos, meus valores e também uma bronca pela coluna em laranja da GLOBO.COM.

O jornalismo superficial cresce. A Record (a tv) discute o caso de uma professora que dançou funk, parou no Youtube e perdeu o emprego há pelo menos uma semana. Não aconteceu nada mais importante para a população nesse meio tempo? Claro que sim, óbvio que sim, mas enquanto tal professorinha der audiência, esta seguirá no ar, pomposa e alimentada por perguntas fúteis de apresentadores que ganham mais do que eu e você.

Antes de me criticar, não, não assisto aos tais programas que critico. Talvez até devesse, mas sei que são desnecessários, pois já assisti programas parecidos durante um tempo inútil de minha vida. Hoje, ouço o som vindo da TV de meus pais e o que sei do acontecimento foi ouvindo o tal Geraldo comentando.

Nesse cenário o jornalista que busca ser objetivo e trabalhar para a sociedade não possui espaço. Acaba passando fome ou coisa pior: aceita cargo de certo Presidente do Senado bigodudo para trabalhar noticiando a favor do patrão. O jornalista ruim é produto do meio em que vive? Talvez. Acredito que se você for bom e acreditar num jornalismo que cumpra sua função perante a sociedade, mesmo ganhando menos, seu caráter permanecerá puro.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Fim das Férias

As férias acabaram. Mesmo temendo o contágio da gripe Influenza A (H1N1) retomamos nossa rotina estudantil com coragem e muito álcool gel no bolso.

O segundo semestre da faculdade de jornalismo me atiça logo na primeira semana. Em Teoria da Comunicação, estudaremos a escola estruturalista. Depois dos frankfurtianos e dos funcionalistas, veremos estes belos que acham que um Programa do Ratinho não é tão inútil assim. Teoria do Jornalismo começou pegando fogo e já aparenta ser a disciplina que adotaremos como "a queridinha" (ok, estou falando por mim). Em Teoria da Imagem, com o querido Márcio Rodrigo no comando, a coisa promete ser bem legal e exigirá certos esforços dos alunos, principalmente na feitura do trabalho. Já Língua Portuguesa I é a menos interessante das disciplinas do segundo semestre, como alunos de jornalismo, já somos feras no português e na modéstia. Sem brincadeiras, é uma das disciplinas mais importantes do segundo semestre.

Ainda não tivemos aulas de Técnicas de Reportagem I, com o fodão Carlos Dias, Rádio Jornalismo I e Filosofia da Comunicação. Estou ansioso, principalmente com Rádio Jornalismo, já perdi estágio porque não sabia nada. A disciplina web é Metodologia Científica com o simpático Luis Paulo Neves. Sobre a bibliografia, já percebi que leremos muito Umberto Eco.

Bem, é isso, estou de volta ao BLOG também, afinal, escrever é o melhor exercício.

domingo, 21 de junho de 2009

Eu na Folha 4

Dessa vez meu texto foi publicado na seção do Ombudsman.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/semanadoleitor/sl2106200901.htm

Lembrem-se, é preciso ser usuário UOL ou assinante da Folha para ver o texto.

PS: Sim, também publicaram meu comentário sobre a saída de Muricy no Painel do Leitor.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Unisa Debate Sobre o Fim da Obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo



















Unisa Debate Sobre o Fim da Obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo
Data: 22/06/2009 (2ª Feira)
Horário: 19h30
Local: Miniauditório do Campus II, Rua Isabel Schmidt, 349, Santo Amaro, São Paulo - SP.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas

O Supremo Tribunal Federal revogou ontem, por 8 votos a 1, a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão.


Sim, eu sou estudante de Jornalismo. Terminei meu primeiro semestre há pouco. Você pensa que irei vender meu peixe, defender com unhas e dentes a obrigatoriedade do diploma, afinal, tenho que justificar os três anos e meio que terei pela frente como estudante, certo? Certo. Mas não irei justificar meus estudos (ou o dinheiro gasto com eles) para confortar minha posição. Irei basear minha defesa do diploma em fatos.


Há alguns meses, passei a carregar um texto em minha bolsa, cujo autor, é jornalista famoso, não formado. Falo de Gabriel Garcia Márquez. O texto, intitulado, “A Melhor Profissão do Mundo”, discute exatamente este ponto; A necessidade de escolas para jornalistas. Para Márquez, a desgraça das faculdades talvez seja ensinar muito de útil para a profissão, mas pouco da profissão propriamente dita.



Outros exemplos (menos sérios que o texto de Gabriel) de um jornalismo sem diploma, são os filmes “A Primeira Página” e “A Montanha dos Sete Abutres”. O primeiro ridiculariza o jornalista formado em faculdade que tenta cobrir a execução de um preso junto a outros velhos lobos de profissão. O segundo também esconde nas entrelinhas a mensagem de que o verdadeiro jornalista é aquele que vai à rua. Botando a figura do recém formado jornalista sempre como aprendiz do veterano interpretado por Kirk Douglas. Não há nada de errado na visão que esses três exemplos nos dão. O problema é que a comunicação contemporânea exige mais zelo.



Não se lê tanto como antes. A idéia de ética dos jovens de hoje é distorcida. Ética jornalística então, nem se fala. Alguns nem politizados são. Outros não querem nem saber de política. Alguns nunca ouviram falar dos preceitos básicos do jornalismo, como aquele de “ouvir os dois lados da história”. Bem, mas acredito que estes não conseguirão emprego, nem no pior jornal da cidade.



Também devemos racionalizar quanto aos órgãos que defendem a não obrigatoriedade do diploma. A Folha de São Paulo, por exemplo, não quer perder Delfim Netto de sua lista de colunistas. Quem melhor que ele falará de nossa economia? Concordo. Por outro lado temos o Sarney enchendo linguiça toda sexta-feira. Dispensável.



Um bom jornalista é composto da sede de Charles Taturn (personagem de Kirk Douglas em “A Montanha”), da ousadia de Walter Burns (personagem de Walter Matthau em “A Primeira Página”) e, equilibrando todo esse ímpeto por notícia, a mentalidade, ética e a escrita de Gabriel Garcia Márquez. Pronto, saiu do forno o jornalista perfeito. Agora, tal jornalista irá se criar sozinho? Nascer pronto? Feito um Pelé ou um Ronaldo? Não. Daí a necessidade de curso Acadêmico para ensino da profissão. Curso este que deve ser reformulado, como o próprio Gabriel Garcia diz. E isso deve ser feito o quanto antes.

LINK PARA O TEXTO DE GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ

terça-feira, 9 de junho de 2009

Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei



O documentário conta a história do cantor Wilson Simonal. Simonal fez muito sucesso no fim da década de 60 até o início dos anos 70. Era conhecido com o rei do suingue, o cantor das multidões. Após acusação de ser informante da ditadura militar, Simonal foi condenado por seus colegas do meio artístico, e pelos meios de comunicação, ao ostracismo.

O filme segue uma cronologia que faz o espectador entrar em conflito consigo mesmo. Vemos que Simonal era um ídolo verdadeiro. Talvez o grande ídolo da época, ao lado de Roberto Carlos. O cantor tinha produtos com seu nome. Apresentava um programa de TV. Simonal era como diz Chico Anysio, o “Rei da Cocada Preta”. Mas quando ele comete o erro de se envolver, mesmo que inconscientemente, com torturadores da ditadura, vê sua queda começar.

Simonal desconfiou que seu contador estivesse roubando o. Mandou seus seguranças lhe darem uma surra. Os seguranças levaram o homem ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e a seus torturadores. Após a surra, o contador, Raphael Viviani acusou Simonal formalmente de sequestro. No dia seguinte, deu se a confusão. Os jornais noticiaram a ligação de Simonal com o órgão militar.
Apesar de ser homem público, o cantor era um ignorante aos assuntos políticos. Não sabia que o peso de se intitular informante da direita, mesmo que em tom sarcástico como foi feito lhe marcaria para o resto da vida e daria fim à sua promissora carreira.

Os jornais da época, numa claríssima falta de respeito aos princípios do jornalismo objetivo e imparcial, noticiavam os boatos sobre o caso. As versões eram transformadas em fatos, principalmente após as brincadeiras de Simonal sobre ser informante da direita. Ele foi acusado pelo Pasquim, de ser dedo duro da ditadura. É interessante vermos que a irresponsabilidade jornalística dos meios da época se contrapõe à imparcialidade do documentário. O diretor Cláudio Manoel se preocupou em ouvir os dois lados, pela primeira vez, o contador de Simonal na época, e coadjuvante do acontecimento que deu início à queda do cantor, é ouvido. Visivelmente abalado ao ter que falar sobre o caso, percebemos que sua vida também fora fortemente afetada pelo episódio. Terminada a sessão, o espectador certamente irá se perguntar se Simonal mereceu ou não seus anos de exclusão. A resposta com certeza será não. Wilson Simonal foi um dos maiores injustiçados da história recente de nosso país.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

1º Fórum de Jornalismo realizado na Unisa - Universidade de Santo Amaro

Na última segunda-feira (18/05) a UNISA (Universidade de Santo Amaro) realizou seu primeiro Fórum de Jornalismo cujo tema principal era o fim da Lei de Imprensa e as perspectivas para o futuro do jornalismo brasileiro.
A abertura do evento ficou por conta de Mario J. Silva, que apresentou a revista Brasileiros aos estudantes presentes. Mario contou como Helio Campos Mello, fundador da Brasileiros, teve de tirar dinheiro do próprio bolso para tocar seu projeto. Helio dizia que nenhum veículo de Comunicação nacional falava bem do país, por isso decidiu criar a revista. A revista propõe forma interativa de comunicação, prova disso é o caso das estudantes Thaís Pinheiros e Thaisa Fernandes, que tiveram seu TCC transformado em matéria para a Brasileiros. Seguindo veículos de Comunicação como a TV Câmara, a revista Brasileiros disponibiliza seu acervo para publicação pública, em troca, pedem apenas que a revista seja citada como fonte. Findada apresentação da revista, principal evento da noite, debate sobre o Fim da Lei de Imprensa, estava prestes a começar.
Com a revogação da Lei de Imprensa, milhares de ações contra jornalistas ficaram a mercê de julgamentos feitos utilizando paralelismos das leis existentes. Há também um vácuo deixado sobre a questão do Direito de Resposta a quem se sinta prejudicado em noticiário. Detalhado na extinta Lei de Imprensa, é apenas mencionado na Constituição. O exemplo mais famoso de uso do direito de resposta, como detalhado na extinta Lei, é o caso de Leonel Brizola contra Rede Globo:



A mesa foi composta pelo Deputado Federal Celso Russomano, o Desembargador Doutor Laércio Laurelli, os advogados Mauro Nacif, Paulo Cremonesi, Tito Livio Moreira e o jornalista João Luiz Andrade Guimarães. O mediador foi o professor e jornalista Wagner Belmonte.
Cada participante fez uma explanação introdutória sobre o tema em questão. Tal explanação mostrou que as opiniões eram divergentes. Deputado Federal Celso Russomano deu início ao debate. Segundo Russomano, há um vácuo deixado com o fim da Lei. O deputado citou o Direito de Resposta como exemplo e disse que havia projetos para que a lei fosse moldada aos dias de hoje. Desembargador Laércio Laurelli, disse que não há vácuo e que este pode ser dado como desculpa para impunidade. O famoso advogado Criminalista Mauro Nacif citou exemplos de temas polêmicos que não poderiam ser discutidos com a Lei de Imprensa em voga e que hoje são. Nacif disse ainda que a extinta lei “é um lixo da época da ditadura”. Paulo Cremonesi compactua com a opinião de Russomano, para o advogado há um vácuo claro com o fim da Lei de Imprensa.
O evento seguiu e outros assuntos foram abordados, entre eles, a legalização da maconha, os abusos dos meios de comunicação e o terceiro mandato de Lula. O Fórum teve parte transmitida ao vivo pela TV Unisa e foi integralmente transmitido via Twitter, inclusive, o conteúdo da página foi utilizado para produção deste texto. Confira link abaixo:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

FÓRUM DE JORNALISMO NA UNISA

https://twitter.com/forumjornalismo - Transmissão, via Twitter, do 1º Fórum de Jornalismo da Unisa ao vivo dia 18/05


“Fim da Lei de Imprensa: Perspectivas para o jornalismo brasileiro” é tema de Fórum na Unisa

Primeiro Fórum de Jornalismo da Unisa reúne desembargador e deputado federal e, entre outros convidados, traz o advogado Mauro Nacif, que defendeu a estudante Suzane Von Richthofen, ré confessa de envolvimento no assassinato dos pais dela em 2002. Na pauta, a responsabilidade profissional de mídia com a revogação da Lei de Imprensa, pelo Supremo Tribunal Federal no mês passado

EVENTO SERÁ TRANSMITIDO NO CANAL UNIVERSITÁRIO (TV UNISA) A PARTIR DAS 20H30, AO VIVO, COM POSSIBILIDADE DE INTERAÇÃO DOS TELESPECTADORES

A Unisa realizará na próxima segunda-feira, 18 de maio, às 18h40, o Primeiro Fórum de Jornalismo da instituição no qual será debatido o fim da Lei de Imprensa e as perspectivas e os desafios que se abrem para o exercício da profissão.
A mesa de debates será composta pelo desembargador Laércio Laurelli, pelo deputado federal Celso Russomano, pelos advogados Paulo Cremonesi e Mauro Nacif e pelo jornalista João Luiz de Andrade Guimarães, com mediação do professor Wagner Belmonte e coordenação geral do professor Anderson Gurgel .

O evento, que ocorrerá no auditório do Campus II da Unisa, localizado na Rua Isabel Schmidt – número 349, em Santo Amaro , terá parte da sua programação transmitida ao vivo na TV Unisa (Canal Universitário (NET 11 / TVA 71), a partir das 20h30, com possibilidade de os telespectadores de toda a Grande São Paulo interagir com os participantes fazendo perguntas e enviando dúvidas.

A abertura do Fórum de Jornalismo, ainda, contará com a participação de representantes da Revista Brasileiros que inaugurarão no Campus II da Unisa a exposição “Protagonistas do Brasil”, composta com mais de trinta telas mesclando fotojornalismo e trechos de algumas das principais reportagens dessa revista e que ajudam a conhecer um pouco dos perfis de brasileiros das mais variadas realidades. A exposição ficará aberta ao público das 18h às 22h na sala de eventos localizada próxima à entrada da lanchonete e poderá ser visitada gratuitamente entre os dias 18 e 21 de maio. No local, ainda haverá sorteio de assinaturas e distribuição de exemplares aos estudantes e visitantes.

Breve perfil dos participantes:

Desembargador Doutor Laércio Laurelli, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Iniciou sua carreira jurídica em 1971, destacando-se como assistente do Ministério Público no Tribunal do Júri. Especializou-se em Direito Penal pela Escola Paulista da Magistratura. Em março de 2005 foi nomeado para presidir a Sétima Câmara Auxiliar – Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente é professor de pós-graduação da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e do IPEC

Dr. Mauro Otávio Nacif
é Advogado criminalista formado pela Faculdade Mackenzie, em 1969, Dr. Mauro foi eleito “O Advogado Criminalista do Ano”. Compõe sua carreira profissional com aproximadamente 800 júris realizados, e 500 sustentações orais produzidas em Tribunais Superiores Brasileiros. Autor de inúmeros artigos e estudos jurídicos na área criminal. Entre os casos célebres defendidos por ele, está o caso Suzane Richthofen.

Deputado Federal Celso Ubirajara Russomano Trabalhou no SBT como repórter do “AQUI AGORA”. Na Record, atuou no “CIDADE ALERTA”. Deputado federal no quarto mandato, ele apresenta atualmente o Programa Celso Russomanno na Rede Brasil, canal 59 UHF São Paulo. É responsável por diversas colunas sobre Defesa do Consumidor em vários jornais e revistas do país.

Dr. Paulo Cremonesi
é Advogado, Jornalista, diretor da Escola de Advocacia Criminal (Acrimesp), Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Acrimesp, Membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP. Foi Secretário Nacional de Direito Econômico. Coordenou a ação Governamental de defesa do Plano Real. Chefiou a Força Tarefa de combate a fraude e adulteração de combustíveis.

João Luiz de Andrade Guimarães
é diretor da Ricardo Xavier Recursos Humanos. Como jornalista, atuou durante mais de 30 anos no jornal O Estado de S. Paulo, onde exerceu, entre outras, a função de Secretário-editorial-gráfico no auge da ditadura militar, tendo vivido o período de censura da Lei de Imprensa de perto. É também formado em administração de empresas.


AGENDA:

Primeiro Fórum de Jornalismo da Unisa

“Fim da Lei de Imprensa: Perspectivas para o Jornalismo”.
Dia 18 de maio, das 18h40 às 22h40
Unisa – Universidade de Santo Amaro – Campus II
Rua Izabel Schmidt, 349 – Santo Amaro
Mais informações: Tel. 2141-8924
Contato da coordenação do curso (A/C Anderson Gurgel ): agurgel@unisa.br
Programa-debate sobre o fim da Lei de Imprensa e o papel do Jornalismo – TV Unisa (CNU – Net 11 / TVA 71): dia 18, às 20h30, ao vivo.