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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu na Folha - 5

domingo, 21 de junho de 2009

Eu na Folha 4

Dessa vez meu texto foi publicado na seção do Ombudsman.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/semanadoleitor/sl2106200901.htm

Lembrem-se, é preciso ser usuário UOL ou assinante da Folha para ver o texto.

PS: Sim, também publicaram meu comentário sobre a saída de Muricy no Painel do Leitor.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A pré-estreia de Loki


Anos 60, um contrabaixo, uma guitarra e um piano por perto, Arnaldo Baptista estava pronto para colorir o mundo. Mas tudo tem começo, meio e fim. A história de Arnaldo está longe de seu fim. História que virou documentário o qual acompanhei ontem em sua pré-estreia.

Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, o documentário segue a vida perturbada do músico até seu retorno aos palcos com os Mutantes em 2006. As imagens de arquivo nos remetem a uma época rica de criatividade em nossa música.

Os Mutantes conseguiram, num tempo de forte influência estrangeira em nossa música, dar identidade brasileira ao Rock. O documentário nos transporta a essa época através de diversos depoimentos, entre eles do jornalista Nelson Motta, do mutante Sérgio Dias, Liminha e Dinho Leme, Gilberto Gil e Tom Zé. Tudo intercalado a um mosaico, uma pintura que Arnaldo fez relembrando os diversos momentos. Rita Lee não quis dar depoimento. Segundo o diretor, toda vez que a assessoria da cantora era contatada, diziam que Rita não fala dessa época.

Arnaldo é posto com afeição na grande tela. O diretor Paulo Henrique contamina a todos com este sentimento, ao final da sessão, nossa vontade é abraçar o mutante. Como grandes gênios vivos, Arnaldo obteve sua redenção após vertiginosa queda.Vale lembrar que fomos nós que o condenamos à sua pior época. O Brasil é cheio de preconceitos, foi preciso gente de fora dar valor para que reconhecêssemos a importância de Arnaldo para nossa música. Se não fosse Kurt Cobain e Sean Lennon (ou também Mike Patton) citar Arnaldo como principal influência, talvez, este estivesse morto e esquecido feito Simonal.

Após a exibição, houve um debate, uma sabatina com a participação de Arnaldo Baptista, do diretor Paulo Henrique e do gerente de Marketing e Projetos do Canal Brasil, André Saddy. Separei os pontos mais interessantes:

A Idéia do Documentário


Paulo Henrique
– O material seria usado originalmente para um programa no Canal Brasil. Achei que essa história deveria ser contada.

Novo Disco dos Mutantes


Arnaldo Baptista
– Não ligo mais para Mutantes. Não gosto das guitarras do Sérgio, ele usa Amplificadores Digitais, prefiro os valvulados. Eu gosto de guitarras Gibson.

Música Brasileira Contemporânea

AB
- Não ouço nada, só Pato Fu.

Novos Projetos

AB - Fazer um show com uma Gibson, usando amplificadores Valvulados.

Sobre a “Patrulha do Espaço”

AB - Não se encontram ao meu alcance no momento.

Sobre Expor suas obras

AB - Gostaria de encontrar alguém que faça isso acontecer

Mantém contato com algum Tropicalista?

AB - Meu dia-dia não permite. Cada um leva sua vida.

Beatles ou Rolling Stones?

AB
- Beatles abrange folclore. Rolling Stones é música lenha, pesada. Um completa o outro.

Momento mais emocionante do documentário?

AB - Foi quando eles chegaram a minha casa com o gravador e a câmera digitais. Nunca tinha visto. Não conhecia equipamentos assim.

PH – O momento mais emocionante é ver a reação do público agora. Sensação de dever cumprido. O filme não é mais nosso, é do público.

Assalto durante as filmagens em Londres

PH - Filmamos numa região perigosa. Uma gangue tentou roubar nossa câmera, corremos e quando Arnaldo nos viu correr com a gangue nos perseguindo, correu atrás, gritando. Eles dispersaram ao verem Arnaldo correndo atrás. Ele salvou o filme, pois era a única câmera. Ele disse que foi bom, pois pode praticar seu caratê.

Comparação com Syd Barret

AB - Comparação tem um peso mais importante do que consigo imaginar.

Algum momento delicado foi cortado do documentário?

PH – Tivemos carta branca do Arnaldo. Nenhum tipo de censura, quando mostramos o documentário a ele pela primeira vez, ele disse que tínhamos conseguido captar sua alma.

Banda dos sonhos de Arnaldo Baptista

AB – Jimmy Page na guitarra, porque ele usa Gibson. Baixista, escolho Jack Bruce do Cream. Baterista Nigel Olson, que foi baterista do Elton John e o tecladista Tony Kaye do Yes.

Arnaldo Baptista fez um apelo aos presentes que pedissem à gravadora EMI que recolocasse sua obra em catálogo. É bom lembrar que o compositor também tem livros prontos a serem publicados e pinturas prontas a serem expostas. Só falta o patrocínio.

SITE OFICIAL DO CANTOR: http://www.arnaldobaptista.com.br/

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Loki - Documentário sobre Arnaldo Baptista

Ocorreu hoje a pré-estreia do documentário “Loki” no Cine Bombril. Evento promovido pela Folha de São Paulo, integra o projeto Folha Documenta. O documentário conta a história do cantor e compositor Arnaldo Baptista, eterno mutante. Quem assina a direção é Paulo Henrique Fontenelle. O projeto foi tocado pelo Canal Brasil, o gerente de Marketing do canal, André Saddy esteve presente. Ao final da exibição, houve um debate que contou com a presença do próprio Arnaldo.

O documentário conta a história da conturbada vida do cantor através de imagens históricas intercaladas à uma pintura que Arnaldo compõe durante a exibição.

Fotos de Arnaldo ainda criança e imagens de sua primeira banda, O’Seis, ao lado do irmão Sérgio Dias. A separação e o surgimento dos Mutantes. Sua paixão por Rita Lee, seu problema com as drogas, a tentativa de suicídio, sua recuperação e seu retorno. O documentário é primoroso, logo postarei uma resenha detalhada.

Trailer:

Sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas

O Supremo Tribunal Federal revogou ontem, por 8 votos a 1, a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão.


Sim, eu sou estudante de Jornalismo. Terminei meu primeiro semestre há pouco. Você pensa que irei vender meu peixe, defender com unhas e dentes a obrigatoriedade do diploma, afinal, tenho que justificar os três anos e meio que terei pela frente como estudante, certo? Certo. Mas não irei justificar meus estudos (ou o dinheiro gasto com eles) para confortar minha posição. Irei basear minha defesa do diploma em fatos.


Há alguns meses, passei a carregar um texto em minha bolsa, cujo autor, é jornalista famoso, não formado. Falo de Gabriel Garcia Márquez. O texto, intitulado, “A Melhor Profissão do Mundo”, discute exatamente este ponto; A necessidade de escolas para jornalistas. Para Márquez, a desgraça das faculdades talvez seja ensinar muito de útil para a profissão, mas pouco da profissão propriamente dita.



Outros exemplos (menos sérios que o texto de Gabriel) de um jornalismo sem diploma, são os filmes “A Primeira Página” e “A Montanha dos Sete Abutres”. O primeiro ridiculariza o jornalista formado em faculdade que tenta cobrir a execução de um preso junto a outros velhos lobos de profissão. O segundo também esconde nas entrelinhas a mensagem de que o verdadeiro jornalista é aquele que vai à rua. Botando a figura do recém formado jornalista sempre como aprendiz do veterano interpretado por Kirk Douglas. Não há nada de errado na visão que esses três exemplos nos dão. O problema é que a comunicação contemporânea exige mais zelo.



Não se lê tanto como antes. A idéia de ética dos jovens de hoje é distorcida. Ética jornalística então, nem se fala. Alguns nem politizados são. Outros não querem nem saber de política. Alguns nunca ouviram falar dos preceitos básicos do jornalismo, como aquele de “ouvir os dois lados da história”. Bem, mas acredito que estes não conseguirão emprego, nem no pior jornal da cidade.



Também devemos racionalizar quanto aos órgãos que defendem a não obrigatoriedade do diploma. A Folha de São Paulo, por exemplo, não quer perder Delfim Netto de sua lista de colunistas. Quem melhor que ele falará de nossa economia? Concordo. Por outro lado temos o Sarney enchendo linguiça toda sexta-feira. Dispensável.



Um bom jornalista é composto da sede de Charles Taturn (personagem de Kirk Douglas em “A Montanha”), da ousadia de Walter Burns (personagem de Walter Matthau em “A Primeira Página”) e, equilibrando todo esse ímpeto por notícia, a mentalidade, ética e a escrita de Gabriel Garcia Márquez. Pronto, saiu do forno o jornalista perfeito. Agora, tal jornalista irá se criar sozinho? Nascer pronto? Feito um Pelé ou um Ronaldo? Não. Daí a necessidade de curso Acadêmico para ensino da profissão. Curso este que deve ser reformulado, como o próprio Gabriel Garcia diz. E isso deve ser feito o quanto antes.

LINK PARA O TEXTO DE GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eu na Folha 3

-
Auxílio moradia

"Enquanto o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, pede desculpas por fazer uso indevido de seu auxílio moradia, do qual ele tem direito, vemos no Brasil situação parecida. Três de nossos ministros recebendo auxílio moradia mesmo após terem trocado o Senado pela Esplanada, ou seja, eles não têm direito de receber tal benefício. Enquanto Darling restitui o valor que gastou de forma ilícita e sofre pressão pública, nossos ministros só devolverão o dinheiro, ao qual eles não tinham direito, se houver decisão do Senado nesse sentido. Uma vergonha!"

LEONARDO ARAUJO DA SILVA DIAS (São Paulo, SP)


http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult10077u575712.shtml


Uma pequena reflexão.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vou Cobrar Royalties de Clóvis Rossi!


Meu Twitter Ontem

Coluna de Clóvis de hoje:
CLÓVIS ROSSI

Até tu, Gabeira?

SÃO PAULO - Sou um admirador de Fernando Gabeira desde muito antes de seu envolvimento com a política partidária. É um extraordinário repórter, escreve muitíssimo bem -e quem, como eu, vive há 45 anos de fazer reportagens e escrever (não tão bem quanto ele), só pode admirar os mestres. Na política, ele manteve alta a cota de admiração, pelo que diz, pelo que faz, pelas teses que levanta, pela combinação de sensatez e firmeza com que as defende.
Por tudo isso, imaginei que ao menos ele não se deixaria levar pela onda de abusos que toma conta do Congresso Nacional.
Os mais condescendentes dirão que o pecado de Gabeira (usar passagens da Câmara para parentes) é menor. Dirão também que ele admite o que chama de "erro".
De acordo, é melhor do que a absoluta e indigna cara-de-pau que vestem todos os demais pilhados em algum tipo de irregularidade, em geral bem mais gorda.
O triste no caso Gabeira é o que revela da, digamos, cultura da Casa. Os congressistas habituaram-se, primeiro, com privilégios de corte, que não fazem o menor sentido.
Depois, como decorrência do anterior, habituaram-se a abusar até dos privilégios.
Já escrevi aqui que o que os mortais comuns consideramos absurdo, obsceno, cínico, revoltante, os congressistas consideram normal -e, pior, espantam-se ou se revoltam com o espanto e a revolta de massa de nós outros.
Não creio que Gabeira tenha usado indevidamente passagens para parentes por má-fé. Errou porque está inserido em uma cultura podre. É preciso estar muito alerta para não cair em erro.
Agora, anuncia a renúncia à política se não conseguir derrubar alguns dos privilégios dos congressistas. Uma colossal maioria de brasileiros já renunciou à política faz tempo. Não resolve nada, mas que dá vontade, dá.

crossi@uol.com.br



Brincadeiras à parte, o próprio Painel do Leitor da Folha de hoje estava repleto de manifestações que seguem a mesma essência de nosso comentário. Realmente Gabeira, por essa eu não esperava.

sábado, 28 de março de 2009

Sarney Sarney Sarnto Sarnen...

Há algumas semanas questiono a importância da coluna de José Sarney na FOLHA DE SÃO PAULO. Hoje foi a gota d'água. O presidente do Senado, Ex Presidente da República, Membro da ABL há de ter algo melhor para falar do que o caso do menino Sean. É um absurdo José Sarney não utilizar sua coluna para dar satisfações ao contribuinte sobre o mal uso de nosso dinheiro na casa onde preside. O Presidente deve falar sobre os mais de 80 mi gastos em "custos adicionais". Era disso que devia tratar a coluna de Sarney. É um absurdo abrir espaço à tão ilustríssimo senhor e este não o utilizar de forma útil. Aliás, José Sarney realmente escreve para esta coluna? Por que não deixar o espaço deste senhor vago para algum jornalista com opinião e não para politicagens ou inutilidades pseudo-intelectuais?