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Auxílio moradia
"Enquanto o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, pede desculpas por fazer uso indevido de seu auxílio moradia, do qual ele tem direito, vemos no Brasil situação parecida. Três de nossos ministros recebendo auxílio moradia mesmo após terem trocado o Senado pela Esplanada, ou seja, eles não têm direito de receber tal benefício. Enquanto Darling restitui o valor que gastou de forma ilícita e sofre pressão pública, nossos ministros só devolverão o dinheiro, ao qual eles não tinham direito, se houver decisão do Senado nesse sentido. Uma vergonha!"
LEONARDO ARAUJO DA SILVA DIAS (São Paulo, SP)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult10077u575712.shtml
Uma pequena reflexão.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vou Cobrar Royalties de Clóvis Rossi!
Meu Twitter Ontem
Coluna de Clóvis de hoje:
CLÓVIS ROSSI
Até tu, Gabeira?
SÃO PAULO - Sou um admirador de Fernando Gabeira desde muito antes de seu envolvimento com a política partidária. É um extraordinário repórter, escreve muitíssimo bem -e quem, como eu, vive há 45 anos de fazer reportagens e escrever (não tão bem quanto ele), só pode admirar os mestres. Na política, ele manteve alta a cota de admiração, pelo que diz, pelo que faz, pelas teses que levanta, pela combinação de sensatez e firmeza com que as defende.
Por tudo isso, imaginei que ao menos ele não se deixaria levar pela onda de abusos que toma conta do Congresso Nacional.
Os mais condescendentes dirão que o pecado de Gabeira (usar passagens da Câmara para parentes) é menor. Dirão também que ele admite o que chama de "erro".
De acordo, é melhor do que a absoluta e indigna cara-de-pau que vestem todos os demais pilhados em algum tipo de irregularidade, em geral bem mais gorda.
O triste no caso Gabeira é o que revela da, digamos, cultura da Casa. Os congressistas habituaram-se, primeiro, com privilégios de corte, que não fazem o menor sentido.
Depois, como decorrência do anterior, habituaram-se a abusar até dos privilégios.
Já escrevi aqui que o que os mortais comuns consideramos absurdo, obsceno, cínico, revoltante, os congressistas consideram normal -e, pior, espantam-se ou se revoltam com o espanto e a revolta de massa de nós outros.
Não creio que Gabeira tenha usado indevidamente passagens para parentes por má-fé. Errou porque está inserido em uma cultura podre. É preciso estar muito alerta para não cair em erro.
Agora, anuncia a renúncia à política se não conseguir derrubar alguns dos privilégios dos congressistas. Uma colossal maioria de brasileiros já renunciou à política faz tempo. Não resolve nada, mas que dá vontade, dá.
crossi@uol.com.br
Brincadeiras à parte, o próprio Painel do Leitor da Folha de hoje estava repleto de manifestações que seguem a mesma essência de nosso comentário. Realmente Gabeira, por essa eu não esperava.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO - A coleção de escândalos do Congresso Nacional na temporada verão-outono deste ano está mesmo de arrasar. Desafiando a crise mundial, nossos estilistas tropicais se mostram mais do que nunca arrojados ao lançar novas tendências de apropriação do bem comum e outras modas.
O saldão começou cedo. Servidores que recebem hora extra durante o recesso parlamentar; parlamentares que esquentam despesas inexistentes com notas das próprias empresas; diretores que procriam como coelhos pelo Senado (são 38? 181?); parlamentares "éticos" que pagam suas domésticas com verba pública; contas telefônicas de R$ 6 mil mensais, em média; um festival de livros autopromocionais impressos com o dinheiro do contribuinte na gráfica do Senado.
Funcionários fantasmas, nepotismo, compadrios -são pequenas peças a compor o figurino do patrimonialismo e o guarda-roupa da corrupção. A coleção de abusos tem a grife do PMDB, mas é confeccionada por todos os partidos. O tricô corporativo dispensa ideologia.
Fernando Collor, um velho estilista da modernidade de antigamente, tido como cafona e ultrapassado, voltou à cena fashion de Brasília. Agora divide o palco com o jaquetão de José Sarney e não chega a roubar o brilho de estrelas em ascensão no cerrado, como Gim Argelo. São todos gratos pelos serviços de alfaiataria de Renan Calheiros.
Falta à temporada de maracutaias prêt-à-porter, é verdade, o glamour de outros escândalos, como o do mensalão, que revelou ao país os segredos da alta costura do PT. Ou o dos sanguessugas, que fez sucesso no varejo do baixo clero, para não lembrar dos Anões do Orçamento, roubança de corte mais tradicional.
Nossos artistas parecem incomodados com a "perseguição" da imprensa. É preciso preservar a instituição, alertam, como se o clichê retórico pudesse legitimar ou redimir a cultura interna do descalabro.
A preocupação que eles revelam com a democracia é menos autêntica do que o sorriso da modelo diante dos flashes na passarela.
Publicado hoje na Folha de São Paulo. Gênio.
O saldão começou cedo. Servidores que recebem hora extra durante o recesso parlamentar; parlamentares que esquentam despesas inexistentes com notas das próprias empresas; diretores que procriam como coelhos pelo Senado (são 38? 181?); parlamentares "éticos" que pagam suas domésticas com verba pública; contas telefônicas de R$ 6 mil mensais, em média; um festival de livros autopromocionais impressos com o dinheiro do contribuinte na gráfica do Senado.
Funcionários fantasmas, nepotismo, compadrios -são pequenas peças a compor o figurino do patrimonialismo e o guarda-roupa da corrupção. A coleção de abusos tem a grife do PMDB, mas é confeccionada por todos os partidos. O tricô corporativo dispensa ideologia.
Fernando Collor, um velho estilista da modernidade de antigamente, tido como cafona e ultrapassado, voltou à cena fashion de Brasília. Agora divide o palco com o jaquetão de José Sarney e não chega a roubar o brilho de estrelas em ascensão no cerrado, como Gim Argelo. São todos gratos pelos serviços de alfaiataria de Renan Calheiros.
Falta à temporada de maracutaias prêt-à-porter, é verdade, o glamour de outros escândalos, como o do mensalão, que revelou ao país os segredos da alta costura do PT. Ou o dos sanguessugas, que fez sucesso no varejo do baixo clero, para não lembrar dos Anões do Orçamento, roubança de corte mais tradicional.
Nossos artistas parecem incomodados com a "perseguição" da imprensa. É preciso preservar a instituição, alertam, como se o clichê retórico pudesse legitimar ou redimir a cultura interna do descalabro.
A preocupação que eles revelam com a democracia é menos autêntica do que o sorriso da modelo diante dos flashes na passarela.
Publicado hoje na Folha de São Paulo. Gênio.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Lobos X Lobos
Um absurdo a denúncia feita pela Folha de São Paulo de ontem, Congressistas podem gastar até 33 mil com passagens aéreas. Devemos entender que é nosso dinheiro ali! É nosso dinheiro sendo gasto de forma tão cínica e irresponsável. É nosso dinheiro, suado, sendo usado pra custear sabe-se lá locomoções de quem e para quê? Quantas vezes mais iremos compactuar com a falta de fiscalização para com nossos políticos? Já é hora de sairmos às ruas e reivindicarmos punições. O ruim é que teremos que reivindicar tais punições de lobo para lobo. É como se estivéssemos dentro de um cercado político onde tudo que há dentro se completa e se defende. A nós só resta a reza e a esperança de que uma justiça divina cairá sobre os lobos congressistas. Ledo engano, o melhor é agirmos, agirmos de alguma forma antes que estes homens de colarinho branco levem nosso país à falência.
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