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quinta-feira, 17 de março de 2011

O ASSASSINATO DE BARACK OBAMA

Manhã de sol. O Rio de Janeiro amanhece maravilhoso, justificando sua tão famosa alcunha. O primeiro presidente negro dos Estados Unidos se prepara para seu dia mais negro. Barack Hussein Obama ajeita a gravata e dá bom dia para as filhas negras.

- Bóra gente, bóra que Jesus ta esperando!

O afro-americano dá um nó na gravata e parte para o último dia de sua vida.

Do outro lado da cidade, um negro chamado Motumbo Alfredo monta seu fuzil preto. Motumbo lacrimeja, hesita, mas continua. O negro está em seu barraco, equilibrado sobre uma lama escura. Ele mora na Favela do Longe. Uma favela que fica longe.

Ao meio-dia, Obama sobe para o discurso. No mesmo momento, Motumbo aponta seu fuzil para o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. O negro aponta. O negro abre a boca. O preto dispara. O negro morre. O dia negro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eles são perfeitos! E nós? Bem...


O pleito de 2010 promete, afinal, a propaganda gratuita começou cedo. Nas bancas de jornal e nos cinemas, vemos PT e PSDB travando uma velada guerra de propaganda eleitoral disfarçada.
Os petistas com o filme “Lula, o Filho do Brasil” endeusaram o ventríloquo de Dilma de tal forma que, penso eu, até o povo da direita quis votar em Dilma, já que seu articulador é, afinal, um Deus, segundo a película.

Os tucanos, por outro lado, esbanjam sua pose de “limpamos a bunda com dinheiro, mas sem desperdiçá-lo”. É capa da Veja com pose de líder do Serra pra cá, é capa da Veja com a Dilma como mula perdida no mundo pra lá, e por aí vai.

E é no meio de tudo isso que nós, eleitores, entramos. O governo Lula gastou mais em publicidade do que o governo tucano de FHC. Foram 6,3 bilhões até 2008. O governo Serra, do estado de São Paulo, gastou só em 2009, mais de 290 milhões em propaganda. Isso são dados oficiais, os exemplos iniciais são oficiosos.

Quem perde somos nós que, enquanto sofremos nas filas de hospitais e com uma educação sofrível, vemos governantes que do alto de sua altivez, justificam absurdos e veem uma população que permanece calada e omissa. Até quando?

A voz do povo não é a voz de Deus, a voz do povo é a voz das Urnas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dissimulados em ação


Tenho acompanhado através da rede o alarde envolvendo a nova edição do Big Brother Brasil. Dentre as peripécias da turma de 2010 (use o filtro...) estão comentários homofóbicos do ex-bbb (hãn?) Marcelo Dourado. O lutador disse, entre outras pégolas (Dicésar Style), que gays são os únicos responsáveis pela disseminação do vírus da AIDS. Para ele, heterossexuais não transmitem o vírus.

Pois bem, defensores do rapaz embarcam num ataque feroz e desmedido contra os gays da casa, comentam que Sérgio declarou ter feito sexo oral num desconhecido numa boate aos 16 anos e que Angélica declarou que faz sexo com as parceiras sem camisinha. Outrora já expulsaram uma guria que, supostamente, fez sexo oral em outro participante do programa. Hipocrisia é o nome do que fazem os que defendem Dourado.

Por que um BBB homofóbico é favorito do público? Bem, penso cá com meus botões que o público usa Dourado como a voz do botequim. A voz do botequim é a mesma voz que há dois meses vazou da boca de Boris Casoy no episódio dos lixeiros. A voz de botequim é aquela voz que faz você xingar os negros quando eles viram as costas.

O favoritismo de Marcelo Dourado prova que grande parte do público do Big Brother Brasil é escória. No tal reality show o que vale é ser ignorante a ponto da audiência se identificar. Taí Kléber Bambam que não me deixa mentir.