domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma presidente de São Paulo

Dilma presidente. Poucas vezes vi São Paulo comemorar tanto uma eleição. Fogos de artifício, bêbados pelas ruas, bares abertos (graças também ao feriado), e muita sacanagem pela cidade todinha. Daí, eu dei uma saidinha marota e, quando voltava pra casa, subi num ônibus abençoado.

Havia um bêbado e um grupo de adolescentes (bêbados também). Mas o melhor foi o bêbado. O bêbado representava em palavras o que aconteceu no dia de hoje. Aliás, foram tantos devaneios proferidos pelo cachaceiro que separei apeans uma frase do dito cujo:

“O Serrote se fudeu, Dilma presidente de São Paulo! A sapatona ganhou!”

Gênio.

domingo, 17 de outubro de 2010

TORCIDAS ORGANIZADAS NUM DOMINGO

Olá amigos gays. Fim de domingo modorrento, daí eu pedi para uma alma caridosa de meu Twitter me dar um tema para que eu discorra sobre. O tema foi: Torcidas organizadas. Foi o único tema sugerido, já que minha timeline se calou diante de meu apelo, como visto abaixo:


Amigos, quando criança eu queria ser da Independente, torcida organizada do time mais alegre da capital paulista. O São Paulo tava ganhando tudo. Tudo mesmo! Daí a Independente estava crescendo bastante. Mas, em 1996 houve uma tragédia na final da copinha e um garoto da torcida são-paulina assassinou um palmeirense. Ou o contrário, não lembro.

Desde então peguei ódio de torcida organizada. Reparem no termo, “organizada”. Sim, essa corja de malandrecos é organizada pra carregar baseados em ônibus. Esconder paus e pedras. Aliás, nesse lance de esconder paus a Independente é profissional, esconde paus que é uma beleza.

E daí você vem com esses argumentos que numa Copa do Brasil, por exemplo, a organizada será a única a comparecer numa cidade como Muzambinho. Foda-se. Não ligo. Melhor não ter torcida do que tê-los representando os são-paulinos.

Olha gente, resumindo bem o assunto, integrante de torcida organizada vai integrar cadeia no futuro. Se você é pai de família ou pessoa de bem e é membro de uma dessas facções criminosas disfarçadas, não se sinta ofendido e um abraço.

domingo, 29 de agosto de 2010

O engasgo

Eu voltava para casa. Estava cansado e nervoso porque minhas pilhas do mp3 player haviam descarregado. Não tinha nenhum livro na bolsa, daí a viagem tediosa de 40 minutos da faculdade para minha rua demoraria umas 2 horas.

Decidi observar o movimento na região de Santo Amaro, em São Paulo. À noite ela fica vazia, a maioria dos que ficam é composta por mendigos. Um deles chamou minha atenção. Era jovem, devia ter uns 28, estava deitado no pequeno espaço entre a porta de aço de uma loja e a calçada.

Ele estava agitado, falava sozinho. Passou uma pessoa com uma garrafa de água, ele pediu e a pessoa deu. O rapaz foi matar a sede deitado mesmo e se engasgou, levantou rindo de sua trapalhada, escarrou, passou na frente de meu ônibus, que ainda estava parado, e ficou meio sem graça.

Deitou na frente de outra porta de aço.

Talvez o sorriso revelado pelo engasgo tenha sido o único de seu dia.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A realidade é mais pesada que o céu


Dia de final antecipada, as duas maiores torcidas do Brasil se digladiam com seus gritos e bandeiras. De um lado o Corinthians, no ano de seu centenário, em busca de seu primeiro título na Libertadores. De outro o gigante Flamengo, em busca do bi-campeonato.

Começou o jogo e já parecia ano novo em Sampa, fogos, fogos e mais fogos para celebrar a entrada do Timão em campo. Nos bares a posição das cabeças denuncia: algo parou São Paulo. Na perua do transporte público os celulares ligados no velho companheiro de outrora. O rádio transmitia com fervor cada lance, cada chute, cada momento de desespero.

O tempo passa e o timão abre dois gols de vantagem, um deles do “Gordo” como bem proferiu um torcedor que ouvia a partida. O Flamengo diminui com Vágner Love. O resultado eliminaria o Timão, em pleno ano do centenário, em pleno ano dos investimentos milionários, em pleno Pacaembu, seu grande palco. Não, não. Não com o Corinthians! Isso não estava acontecendo!

Aos 35 do segundo tempo a pressão era tamanha e o espetáculo da torcida corintiana tão belo que, quem não tinha time para torcer logo decidiu se sensibilizar com a causa alvinegra. Não podia dar outra, aos 40 sairia o gol. Não saiu. Mas deixe estar, olha lá, falta aos 45 do segundo tempo, é gol na certa, isso é Corinthians! Mas não, não dessa vez, dessa vez o Corinthians não foi Corinthians.

O Timão fitou a realidade e se deu mal. É hora de repensar se a magia é maior que o preparo.

sábado, 24 de abril de 2010

Miniconto - O Imperdoável Astolfo

Porfírio Silva era funcionário público. Aos 35 anos de idade, tivera apenas relacionamentos amorosos frustrantes. O máximo que conseguira foi uma namoro que durou 1 semana.

Disposto a por fim em sua vida maçante, Porfírio comprou um computador. Ele ouviu no banheiro do trabalho alguém dizendo que era fácil arrumar mulher pela internet. Porfírio agora estava on-line, foi logo ao bate-papo e se interessou pelo nick Luana_21. Puxou papo, flertou e teve até uma ereção, a mesma que fizera falta no namoro de 1 semana. Porfírio Lopes estava maravilhado com Luana_21 e marcou um encontro após uma semana de papo.

Porfírio descobriu que Luana_21 era Astolfo e o 21 não era referência à idade.

Porfírio agora senta em almofadas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eles são perfeitos! E nós? Bem...


O pleito de 2010 promete, afinal, a propaganda gratuita começou cedo. Nas bancas de jornal e nos cinemas, vemos PT e PSDB travando uma velada guerra de propaganda eleitoral disfarçada.
Os petistas com o filme “Lula, o Filho do Brasil” endeusaram o ventríloquo de Dilma de tal forma que, penso eu, até o povo da direita quis votar em Dilma, já que seu articulador é, afinal, um Deus, segundo a película.

Os tucanos, por outro lado, esbanjam sua pose de “limpamos a bunda com dinheiro, mas sem desperdiçá-lo”. É capa da Veja com pose de líder do Serra pra cá, é capa da Veja com a Dilma como mula perdida no mundo pra lá, e por aí vai.

E é no meio de tudo isso que nós, eleitores, entramos. O governo Lula gastou mais em publicidade do que o governo tucano de FHC. Foram 6,3 bilhões até 2008. O governo Serra, do estado de São Paulo, gastou só em 2009, mais de 290 milhões em propaganda. Isso são dados oficiais, os exemplos iniciais são oficiosos.

Quem perde somos nós que, enquanto sofremos nas filas de hospitais e com uma educação sofrível, vemos governantes que do alto de sua altivez, justificam absurdos e veem uma população que permanece calada e omissa. Até quando?

A voz do povo não é a voz de Deus, a voz do povo é a voz das Urnas.